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quinta-feira, 29 de maio de 2025

Como gerar CVV/CVC - código de segurança cartão de crédito - moleza moleza

Bom vamos direto ao ponto... vou tentar achar a documentação sobre o algoritmo certinho, lembro de já ter lido alguma vez em algum manual da VISA que acabamos copiando pro ELO, na AMEX eu lembro bem, mas é outro esquema diferente da Visa e da Mastercard.


Basicamente precisa do:
-  CARTAO, vulgo PAN
- Vencimento 
e das chaves de criptografia 
o código de segurança varia de acordo com o que vamos calcular, mas bora deixar fixo em 999 que acho era o valor pra quando formos calcular o que fica atrás do cartao, o CVV2/CVC2/CVE2.

Vamos usar esses dados aqui

5067240000000019 --> confere pra ver se é 9 mesmo o digito verificador!
2512

CVK A - (em claro) - 0123456789012345
CVK B - (em claro) - ABCDEF0123456789

Beleza, nao precisamos de mais nada, só isso já basta

Agora é pra quem é virjão de tudo, pode ir nesse site aqui

http://software.codemagus.com/WebTools/cgi-bin/cmlvccomputevisacvv

e colocar os dados tudo e clicar em compute, puf, código gerado!

Figura 1 - Screen Shot site Code Magus


ou pode ser aqui
https://paymentcardtools.com/card-security-values/cvv-calculator
Figura 2 - Print Screen geracao do CVC pelo paymentcardtools.com


esse até mais legal que mostra até um KCV - key check value de cada chave! e valida o numero do cartao!


temos ainda outras opções, como o
https://fint-1227.appspot.com/cvvcalc/

Figura 3 - Geracao de código de segurança pelo site https://fint-1227.appspot.com/


Mas voce é curioso e quer saber como as coisas funcionam, fazer um código, um programa! Mas antes disso, vamos executar o calculo usando um grande companheiro, o BPTools

Figura 4 - Geracao do CVV usando o BPTools - módulo de Calculadora Criptografica


Mas poderiamos tambem gerar isso na mão, usando o 3DES aplicado igual mandam no figurino, só lembrando que o Triple DES nao é nada mais nada menos que o DES usado 3 vezes!!! 

Criptografa com a chave 1 -> Descriptografa com a chave 2 -> Criptografa com a chave 1


O algoritmo pra calcular o CVV é basicamente isso aqui

Dados necessários
- Chave em claro (2 componentes)
- Cartao
- Vencimento
- Código de serviço


Preparação dos Dados -> DATA
Combine os dados: Concatene o Número do Cartão (PAN), a data de validade e o código de serviço.
Complete com zeros: Adicione zeros à direita dessa sequência até que ela tenha 32 caracteres no total.

Processo de Criptografia 
Com a "DATA" preparada, o processo de criptografia e descriptografia é o seguinte:

- Criptografe a primeira metade da "DATA" (parte da esquerda) usando a primeira metade da chave, bom deixar claro, parte da esquerda é a primeira! (é uma operação DES) .
- Aplique uma operação XOR no resultado com a segunda metade da "DATA".
==> aqui é o tal do Triple DES (3DES)
- Criptografe novamente o resultado utilizando a primeira metade da chave (DES).
- Descriptografe o resultado com a segunda metade da chave (DES).
- Criptografe mais uma vez o valor obtido, usando a primeira metade da chave (DES).

Geração do CVV
Extraia apenas os dígitos da ultima operacao de DES, os primeiros três números correspondem ao CVV.




Segue o código abaixo de exemplo
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

from Crypto.Cipher import DES
import binascii
import re

# Função para verificar o dígito verificador - mod 10
def luhn_check(card_number):
    digits = [int(d) for d in card_number]
    checksum = 0
    parity = len(digits) % 2
    for i, d in enumerate(digits):
        if i % 2 == parity:
            d *= 2
            if d > 9:
                d -= 9
        checksum += d
    return checksum % 10 == 0

# Função para preencher à direita com zeros      
def pad_right(s, length, pad_char='0'):
    return s.ljust(length, pad_char)


# Funções de criptografia DES - encriptar
def des_encrypt(key, data):
    cipher = DES.new(key, DES.MODE_ECB)
    return cipher.encrypt(data)

# Funções de criptografia DES - decriptar
def des_decrypt(key, data):
    cipher = DES.new(key, DES.MODE_ECB)
    return cipher.decrypt(data)

# Função para converter string hexadecimal em bytes
def hexstr_to_bytes(hexstr):
    return binascii.unhexlify(hexstr)

# Função para gerar o código de segurança!
# CVV (Card Verification Value) CVC (Card Verification Code) CVE (Código de Verificacao ELO)

def generate_cvv(pan, expiry, service_code, key_hex):
    # Quebra a chave em duas partes ("chave a e chave b") com 16 caracteres cada
    key_a = hexstr_to_bytes(key_hex[:16])
    key_b = hexstr_to_bytes(key_hex[16:32])

    # Concatena Cartao, vencimento (AAMM) e código de serviço
    data = pan + expiry + service_code
    # "pad" com zeros até 32 caracteres
    data = pad_right(data, 32, '0')  
   
    # Quebra em duas metades left e right halves com 16 caracteres cada
    left = data[:16]
    right = data[16:]
   
    # Converte para hexadecimal
    left_bytes = binascii.unhexlify(left)
    right_bytes = binascii.unhexlify(right)
   
    # Criptografa a parte da esqueda com a "chave_a"
    encrypted_left = des_encrypt(key_a, left_bytes)

    # Faz XOR com o resultado com a parte direita
    xor_result = bytes([a ^ b for a, b in zip(encrypted_left, right_bytes)])
   
    # Criptografa com a "chave a"
    TDES_passo1 = des_encrypt(key_a, xor_result)
   
    # Decriptografa com a "chave b"
    TDES_passo2 = des_decrypt(key_b, TDES_passo1)

    # Criptografa novamente com a "chave a"
    TDES_passo3 = des_encrypt(key_a, TDES_passo2)

    # Pega apenas os dígitos do resultado, afinal estavamos trabalhando com hexadecimal
    digits = re.sub(r'\D', '', TDES_passo3.hex())

    # e queremos os primeiros 3 dígitos que é nosso CVV
    return digits[:3]  

# Nossos dados de entrada #
key_hex = "0123456789012345ABCDEF0123456789"
pan = "5067240000000019"
expiry = "2512"      
service_code = "999"  

# Validações dos dados de entrada #
if not luhn_check(pan):
    raise ValueError("Número do cartão inválido (verifique o dígito verificador).")
if len(pan) != 16 or not pan.isdigit():
    raise ValueError("O PAN deve ter 16 dígitos numéricos.")
if len(expiry) != 4 or not expiry.isdigit():
    raise ValueError("A data de validade deve ter 4 dígitos numéricos (YYMM).")
if len(service_code) != 3 or not service_code.isdigit():
    raise ValueError("O código de serviço deve ter 3 dígitos numéricos.")
if len(key_hex) != 32 or not all(c in '0123456789ABCDEF' for c in key_hex.upper()):
    raise ValueError("A chave deve ter 32 caracteres hexadecimais (16 bytes).")
if not key_hex.isalnum():
    raise ValueError("A chave deve conter apenas caracteres alfanuméricos (hexadecimais).")
if not key_hex.isupper():
    raise ValueError("A chave deve estar em letras maiúsculas (hexadecimais).")
# Se todos os dados de entrada forem válidos, gera o CVV
else:
    cvv = generate_cvv(pan, expiry, service_code, key_hex)
    print("CVV gerado :", cvv)
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

que da um belo display de saida 

CVV gerado : 728


ou podemos usar um HSM, ai é coisa séria, bonita de ver!

Digamos que voce vá usar o Thales Payshield 9000 (que ja ta fora de linha e acho que é bem bom pra ilustrar os comandos e mesmo ser simulado), bom, nao vou dar aula de chaves aqui, mas a de CVV é do esquema U, e do tipo 402, variante 4 e o setimo par de chaves de LMK, que sao {"E0E0010101010101", "F1F1010101010101"} e  usando novamente nosso amigo BP-TOOLS, vai dar isso aqui!

UC68879EF8F0E22A2B8A51FE73409DC16

na real nao estou importando, o comando seria o A4, se nao me engano!

Figura 5 - "Importação da Chave" no HSM


Poderia "importar" de verdade ou usar um outro simulador, igual esse aqui em go, por exemplo

root@Tecladinho:/mnt/c/Windows/System32/go_hsm/bin#
./go_hsm keys import --key 0123456789012345ABCDEF0123456789 --type 402 --scheme U
Key Type: Name: CVK/CSCK, Code: 402, LMKPairIndex: 7, VariantID: 4
Key Scheme: U
Encrypted Key: UC68879EF8F0E22A2B8A51FE73409DC16
KCV: 7FFC84
root@Tecladinho:/mnt/c/Windows/System32/go_hsm/bin#    

que gera a mesma coisa, bom sinal!


Agora usando o comando CW do HSM pra verificar se o valor que a gente ta calculando ta correto!

Figura 6 - Execucao do comando CW pelo BPTools


mas nao to ligado num HSM de verdade, é um Thales Payshield HSM Simulator!

Figura 7 - Thales Simulator

e olha ai, 728! Grande numero!


é isso, grandes lembranças!

Ah, a importação da chave no HSM faz mais ou menos isso aqui

#!/usr/bin/env python3
"""
HSM Thales PayShield - Cálculo de Chave Criptografada

Este script simula o processo de criptografia de uma chave (ex: CVK/CSCK)
sob LMK, seguindo o padrão do HSM Thales PayShield, incluindo aplicação de variants
e cálculo de Key Check Value (KCV).

Ideal para estudos, troubleshooting e validação de processos de importação de chaves.
"""

from Crypto.Cipher import DES3
import binascii

def hex_to_bytes(hex_str):
    """Converte uma string hexadecimal para bytes."""
    return binascii.unhexlify(hex_str)

def bytes_to_hex(data):
    """Converte bytes para uma string hexadecimal maiúscula."""
    return binascii.hexlify(data).decode().upper()

def apply_key_type_variant(lmk_left, lmk_right, variant_id):
    """
    Aplica o variant_id no primeiro byte do LMK LEFT.
    Exemplo: Variant 4 = 0xDE (usado para CVK/CSCK).
    Retorna LMK LEFT modificado e LMK RIGHT inalterado.
    """
    variant_map = {
        0: 0x00,  # Sem variant
        1: 0xA6,
        2: 0x5A,
        3: 0x6A,
        4: 0xDE,  # Usado para CVK/CSCK
        5: 0x2B,
        6: 0x50,
        7: 0x74,
        8: 0x9C,
        9: 0xFA,
    }
   
    if variant_id == 0:
        return lmk_left[:], lmk_right[:]  # Sem alteração
   
    variant_value = variant_map.get(variant_id, 0x00)
   
    # Aplica XOR no primeiro byte do LMK LEFT
    modified_left = bytearray(lmk_left)
    modified_left[0] ^= variant_value
   
    return bytes(modified_left), lmk_right[:]

def encrypt_under_variant_lmk(input_key, lmk_left, lmk_right, scheme_tag):
    """
    Criptografa a chave de entrada sob LMK modificado, usando o esquema 'U' (double-length).
    Para cada metade da chave, aplica um variant diferente no LMK RIGHT.
    """
    if scheme_tag == 'U':
        if len(input_key) != 16:
            raise ValueError("Double-length key necessária para o scheme U")
        scheme_variants = [0xA6, 0x5A]  # Variants padrão do scheme U
    else:
        raise ValueError(f"Unknown scheme tag: {scheme_tag}")
   
    encrypted = bytearray()
   
    for i, scheme_variant in enumerate(scheme_variants):
        # Monta LMK para este segmento (LEFT + RIGHT)
        variant_lmk = bytearray(16)
        variant_lmk[:8] = lmk_left
        variant_lmk[8:16] = lmk_right
       
        # Aplica o variant no primeiro byte do LMK RIGHT
        variant_lmk[8] ^= scheme_variant
       
        # Cria chave 3DES (K1-K2-K1)
        triple_des_key = bytes(variant_lmk) + bytes(variant_lmk[:8])
       
        # Criptografa 8 bytes do segmento da chave
        cipher = DES3.new(triple_des_key, DES3.MODE_ECB)
        segment = input_key[i*8:(i+1)*8]
        encrypted_segment = cipher.encrypt(segment)
        encrypted.extend(encrypted_segment)
   
    return bytes(encrypted)

def calculate_thales_payshield_key():
    """
    Simula o cálculo da chave criptografada sob LMK, conforme o HSM Thales PayShield.
    Mostra passo a passo do processo, incluindo aplicação de variants e análise detalhada.
    """
    print("=== CÁLCULO THALES PAYSHIELD ===\n")
   
    # 1. Dados de entrada (exemplo de CVK double-length)
    clear_key = "0123456789012345ABCDEF0123456789"
    key_type_code = "402"  # CVK/CSCK
    scheme_tag = 'U'       # Esquema double-length
   
    print(f"Chave original: {clear_key}")
    print(f"Key Type: {key_type_code} (CVK/CSCK)")
    print(f"Scheme: {scheme_tag}")
   
    # 2. Detalhes do tipo de chave (exemplo baseado em tabela Go)
    # "402": {Name: "CVK/CSCK", Code: "402", LMKPair: 7, VariantID: 4}
    lmk_pair_index = 7    # LMK 14-15
    variant_id = 4        # Variant 4 = 0xDE
   
    print(f"LMK Pair Index: {lmk_pair_index} (LMK 14-15)")
    print(f"Variant ID: {variant_id}")
   
    # 3. LMKs originais (exemplo)
    lmk_14 = "E0E0010101010101"
    lmk_15 = "F1F1010101010101"
   
    print(f"\nLMK 14 (original): {lmk_14}")
    print(f"LMK 15 (original): {lmk_15}")
   
    lmk_14_bytes = hex_to_bytes(lmk_14)
    lmk_15_bytes = hex_to_bytes(lmk_15)
   
    # 4. Aplica o variant do tipo de chave no LMK LEFT
    modified_lmk_14, modified_lmk_15 = apply_key_type_variant(
        lmk_14_bytes, lmk_15_bytes, variant_id
    )
   
    print(f"\nApós aplicar Variant {variant_id} (0xDE):")
    print(f"LMK 14 modificado: {bytes_to_hex(modified_lmk_14)}")
    print(f"LMK 15 (inalterado): {bytes_to_hex(modified_lmk_15)}")
   
    # Verificação do XOR aplicado
    print(f"Verificação: 0xE0 XOR 0xDE = 0x{0xE0 ^ 0xDE:02X}")
   
    # 5. Prepara a chave de entrada (em bytes)
    input_key_bytes = hex_to_bytes(clear_key)
   
    print(f"\nChave de entrada ({len(input_key_bytes)} bytes): {bytes_to_hex(input_key_bytes)}")
   
    # 6. Criptografa a chave sob LMK modificado, usando o scheme U
    encrypted_key = encrypt_under_variant_lmk(
        input_key_bytes,
        modified_lmk_14,
        modified_lmk_15,
        scheme_tag
    )
   
    print(f"\n=== PROCESSO DE ENCRIPTAÇÃO ===")
    print(f"Scheme '{scheme_tag}' usa variants: [0xA6, 0x5A]")
    print(f"Cada variant encripta 8 bytes da chave")
   
    # 7. Monta resultado final (scheme tag + chave criptografada)
    result = scheme_tag + bytes_to_hex(encrypted_key)

    # 8. Análise detalhada dos segmentos
    print(f"\n=== ANÁLISE DETALHADA ===")
    cvk_a = clear_key[:16]
    cvk_b = clear_key[16:]
    encrypted_a = bytes_to_hex(encrypted_key[:8])
    encrypted_b = bytes_to_hex(encrypted_key[8:16])
   
    print(f"CVK A: {cvk_a} -> {encrypted_a}")
    print(f"CVK B: {cvk_b} -> {encrypted_b}")
   
    # 9. Mostra os LMKs usados para cada segmento (com variants)
    print(f"\n=== VARIANTS DE SCHEME ===")
    base_lmk = modified_lmk_14 + modified_lmk_15
   
    # Para primeiro segmento (variant 0xA6)
    variant_1 = bytearray(base_lmk)
    variant_1[8] ^= 0xA6
    print(f"LMK para CVK A (variant 0xA6): {bytes_to_hex(variant_1)}")
   
    # Para segundo segmento (variant 0x5A)
    variant_2 = bytearray(base_lmk)
    variant_2[8] ^= 0x5A
    print(f"LMK para CVK B (variant 0x5A): {bytes_to_hex(variant_2)}")
   
    return result

def calculate_kcv(key_hex):
    """
    Calcula o Key Check Value (KCV) de uma chave.
    O KCV é obtido criptografando 8 bytes zero com a chave e pegando os 6 primeiros hex.
    """
    key_bytes = hex_to_bytes(key_hex)
    zeros = b'\x00' * 8
   
    if len(key_bytes) == 16:
        # Double-length key - usa 3DES (K1-K2-K1)
        triple_key = key_bytes + key_bytes[:8]
        cipher = DES3.new(triple_key, DES3.MODE_ECB)
    else:
        cipher = DES3.new(key_bytes, DES3.MODE_ECB)
   
    encrypted = cipher.encrypt(zeros)
    return bytes_to_hex(encrypted)[:6]

if __name__ == "__main__":
    # Executa o cálculo principal e mostra resultados
    result = calculate_thales_payshield_key()
   
    print(f"\n=== RESULTADO FINAL ===")
    print(f"Chave criptografada: {result}")
    print(f"Esperado:           UC68879EF8F0E22A2B8A51FE73409DC16")
    print(f"Match? {result == 'UC68879EF8F0E22A2B8A51FE73409DC16'}")
   
    # Calcula e mostra o KCV da chave original
    original_key = "0123456789012345ABCDEF0123456789"
    kcv = calculate_kcv(original_key)
    print(f"\n=== KEY CHECK VALUE ===")
    print(f"KCV calculado: {kcv}")
    print(f"KCV esperado:  7FFC84")
    print(f"KCV Match? {kcv == '7FFC84'}")






sábado, 26 de abril de 2025

A ficha cai, mas as vezes demora e a gente esquece

Resumo: Buga conta sobre o aniversário do Vinicius, a tentativa de consertar um brinquedo de bolhas quebrado e o impacto emocional de sua deficiência visual ao falhar no reparo.

Conserto de Brinquedo e a Realidade da Deficiência

Essa aqui foi dureza... no aniversário do Vinicius desse ano, que quase fez eu e a Ju enfartar que não ia dar quórum, mas no final deu tudo certo. A pistola/arma/bazuca/lançador/fábrica de bolhas de sabão da Helena ficou inoperante, crianças usaram, se divertiram e tomaram cuidado de não molhar, mas brinquedo chinês costuma quebrar mesmo.

Não joguei fora, separei pra eu consertar depois... depois chegou, desmontei o brinquedo e o problema encontrado foi até simples, o botão do gatilho tinha parado de funcionar, bora descobrir o nome da peça, comprar uma nova e fazer a substituição, coisa simples, 2 fios, 1 solda e puf, brinquedo consertado.

Hoje em dia (2025) ficou extremamente fácil descobrir o que é algo que você precisa saber o que é, no caso bastou umas fotos, um pouco de boa vontade do Google e puf, objeto identificado!

O Brinquedo e a Peça

A peça deve custar centavos, mas não tenho como ir no centro (se é que ainda existem lojas de eletrônicos no centro, de componentes mesmo, já fui e me divertia, mas sequer consigo lembrar a última vez que fui em uma), bom todo mundo precisa ganhar, a arma de soltar bolinhas de sabão era das mais elaboradas que já tivemos, compartimento interno e contra vazamentos do líquido de bolhas, velocidade do sopro ajustável e zilhões de bolhas, muitas mesmo, bonito de ver, mas tinha quebrado, não lembro onde comprei ou se alguém deu e enfim, eu ia arrumar! Ia, porque deu ruim!

Bom, comprei a peça, no caso o botão acionador que quando aperteva o gatilho acionava a crinaça, ele chama "push button", não achei maiores especificações, comprei é exatamente isso aqui:

Tentativa de Conserto

Beleza, chegou, posterguei o início do reparo, dei aquela procrastinada básica, até que deu a luz e bora arrumar, achei o ferro de solda, o saquinho com o revolver de bolha de sabão tudo desmontado, peguei a caixa de ferramentas e bora arrumar esse negócio, só que não.

Não fui capaz sequer de desoldar os fios, cortei com alicate mesmo, nada que impactasse o resultado, peguei o botão novo e aí começou a saga, não tenho mais a habilidade de conseguir enxergar no plano, profundidade, seila, nem consigo explicar direito, mas o fato é que eu não conseguia acertar o ferro de solda no fio e no conector, simples assim, acho que nunca tinha colocado a prova minha visão depois que perdi a do olho esquerdo, mas sei que foi devastador, chorei sozinho...

Reflexão sobre a Deficiência

Bom, vi que não ia dar, só tinha presenciado esse lance de não ter mais noção espacial completa ao estender roupas no varal aqui de casa, que nunca acerto o fio que eu achei que tava mirando pra colocar a roupa, mas tá valendo, nada muito preocupante, e no final das contas acaba sempre acertando algum fio do varal. Minto, acontece também pra dirigir, já dei umas comidas da roda na guia, subi na guia, bati em portão, posto, espelhadas... é, no trânsito a lista é um pouco mais longa, but no dia a dia me viro bem com minha deficiência, mas me senti bem impotente e sem ação, não tinha pra quem pedir ajuda, o Vinny ainda tá bem de boas e não sei se curtiria tentar me ajudar, ainda mais que sou muito escroto em pedir ajuda, Ju idem, não boa ideia, bom, fechei a arminha, guardei as tralhas e separei para reciclagem ou pra ir pro Sobrapar pra algum com tempo e habilidade arrumar o brinquedo, foi um misto de sensações não boas, ruins mesmo, seila, não tinha sentido ainda o impacto real ou a necessidade de ver e não ter mais, foi bem devastador, fiquei arrasado, demorei uns bons dias pra me recuperar.

É, fazer o que é a vida, agora sei que projetos de eletrônica ou mesmo usar um ferro de solda não dá mais pra fazer. Triste, mas vida que segue.

Bom foi isso, a ficha da minha deficiência esse dia caiu de novo, e foi real a dor, frustração, seila o nome do que senti direito, mas não foi bom não.

Fui,

Buga

sábado, 22 de março de 2025

Vida útil de paineis solares - 25 anos e parece ser verdade!

Instalação de Painéis Solares em Casa: Experiência com Envo e CPFL

Como Funciona o Sistema de Energia Solar Após 5 Anos

Instalamos paineis aqui em casa em Barao em maio de 2019, pouco depois da crista da onda, ja estava numa fase que o valor dava pra ser encarado.

O que me pegou na hora de instalar, além do oba oba, foi o preço e se o sistema seria 'homologado', hoje 2025 tem uma galera que nao consegue mais homologar ou o termo que esta em uso atualmente, à época era pra garantir segurança pra mim e pro sistema eletrico como um todo, tipo validando os documentos, o projeto, se tudo era certinho, placas com selinho do Inmetro verdadeiro, enfim, burocracia para fins legais, cumprimento de checklist, hoje parece que o problema é outro, ainde devem verificar tudo as outras coisas, mas acho que mais pra ingles ver porque o meu processo demorou uns bons 3-4 meses.

Pra facilitar o rolê, optamos por comprar/contratar da firma da propria concessionaria de luz daqui a CPFL, que tinha aberto uma firma separada só pra isso, a Envo.

O sistema tem 1 inversor da Fronius que depois de uns 6 meses começou a fazer um barulho bem incomodante e alto nas ventoinhas, mas que descobri ser algo cronico e nao afeta em nada a refrigeracao do equipamento, entao, vida que segue. Sao 13 placas da Canadian solar (a marca, porque o fabricante é algum china de sempre) with potencia de 4,29kw.

A promessa era de funcionar 25 anos, o valor era tipo 21 conto e a conta girava em torno de 450 Kwh com valor de 350 reais, na conta de padaria o ROI se daria em 5 anos e o 'desinvestimento' seria uma taxa de retorno de incriveis 20% ao ano, entao tava facil pro lado dos pros de comprar o sistema.

Funciona que é uma beleza, sem grandes reclamação nesses primeiros 5 anos. Teve um problema com o 'logger' ou o nome que for do aparelhinho que faz o IOT do negocio que uma vez desconfigurou a internet aqui de casa e tive que fazer na mao la no aparelhinho, nao lembro como que fiz, bom procurar e resgatar que lembro que foi bem trabalhoso o role.

Mas voltando a vida util.

Ano
2020
    Energia gerada [kWh]
    6694
    2021        6322
2022    5979
2023    5865
2024    5637

Tem dados de 2019 mas como comecou no meio e de 2025 como estamos em março, vamos deixar de lado.

Fazendo uma regressao linear mesmo coisa simples, conta de padaria, vamos la, o 0 vai ser no 6694, pra facilitar 6500, mais uns ajustes nos outros anos e se nao errei aqui nas contas, chegamos em
f(x) = -260x + 6500 que da zero em x = 25, isso quer dizer que os caras tao bem bom nas estatisticas e probabilidades.


Grafico da função y = -260x + 6500
Figura 1: Grafico da função obtida por regressao linear





O datalogger é da Solar View, que tem um site e um aplicativo pra acompanhar a 'usina', é meio tosco, mas da pra ver se ta funcionando.

A conta continuamos pagando o minimo, tirando algum janeiro que da uma boa subida por causa da climatizacao da casa, mas no geral ta indo bem, da trabalho pra trocar alguma outra unidade consumidora pra abater a nossa geracao, mas funciona, trocamos apenas 2 vezes, pro Apartamento lá da Jose Bonifacio e ha algums meses pro apartamento ola da ECC.

Teve tambem umas medidas incorretas da conta, but que a CPFL depois de brighar um pouco (nao da pra entrar em contato com eles) mas com a ajudinha da ANEEL a parada se resolveu.

De manutenção, apenas no começo do ano fizemos a primeira lavagem das placas, era pro seguro fazer, mas a corretora se confundiu, nao conhecia direito o produto e enfim, nao tava incluso, vida que segue, dessa nao posso reclamar! uauauauaau




Bom, valeu a pena!


sábado, 15 de março de 2025

A última vez que te vi... (introdução)

Reflexão sobre amizades, memórias e encontros da vida adulta

Por esses dias era aniversário de um amigo daqueles de longa data, tipo de mais de 20 anos, daqueles que dificilmente farei no resto da vida, como disse o Julio uma vez, pelo simples fato de nao ter mais tempo habil pra tal. Pô, passei poucas e boas com esse meu amigo, eu nao tenho muita distinção das caixinhas/esferas da vida, ainda mais no quesito amizades, mas uma hora nesse negócio da 'vida adulta' digo que perdi o contato e perdi o contato literalmente, o telefone que eu tinha pra mandar uma classica saudação de aniversário nem WhatsApp tinha... tenho amigos com diversos DDDs esse era 061.

Falando em DDD, me remeteu a uma grande inabilidade que tenho na vida, a de falar ao telefone, hoje em dia ela passa despercebido, afinal, quase ninguem mais usa voz sincrona no 'one o one' mas eu nao conseguia nem ligar na pizzaria.

Propaganda DDD Embratel
Figura 1: Garotos propaganda do DDD da Embratel

Ja usei orelhao, bem pouco, bem pouco mesmo, de ficha cinza da Telesp, de ficha 'metalica' de DDD nao tenho memória, cartao telefonico usei tambeḿ, mas mesmo esquema da ficha, quase nada... ligar pra operadora e ela fazer a ligacao tambem, já usei cabine de telefone, pager e fax ja tive que usar os 2 mas nunca tive e nos dias atuais, muito raramente uso celular para ligação de voz, exceções pra falar com a Ju, minha mae e meu pai, sobre esses itens de museu faz uma boa década que isso tudo nem faz mais sentido em existir, acho que só o DDD ainda o faz e o celular.

Voltando... fiquei pensativo com o fato de ter perdido o contato, não que não conseguisse localizar o Fabricio e conversar com ele ou mesmo visita-lo, mas a reflexão foi dura, e se me conheço, o que as vezes não sei ao certo, perdurará por um bom tempo!

No meio de 2019 eu me mudei pra São Paulo pra trabalhar em um emprego novo, eu ia de domingo a noite e voltava na sexta depois do almoço. Fiquei uns dias no meu pai no Ipiranga até arrumar um lugar pra ficar, se eu fosse de carro demorava coisa de umas 3 horas no trajeto ida e volta, de onibus, metro, metro e trem um pouco menos... la na Patriarca sem condição, demoraria umas 4 horas no minimo, como nao suporto tempo perdido sem necessidade me mudei pra pertinho do trampo, depois o trampo mudou e ficou mais perto ainda, de algumas estações de trem pra ir a pé em 20 minutos.

Bom, como não lido bem em ficar sozinho e estava em sampa só pra trabalhar, sem amigos, sem familia, sem vicios, sem hobbies e com tempo sobrando eu tava fadado a ter uma nova crise de depressão. Então maquinei um projeto um tanto quanto mirabolante para minha pessoa, mas que seria exequivel e me proporcionaria momentos prazeirosos durante minha estada pela selva de pedras.  Tem muita coisa na vida que não gosto e não vem ao caso pensar nisso agora, mas tem algumas coisas que gosto e estar com meus amigos falando abobrinha eu gosto. Isso posto, como diria o Rodrigo advogado, lá fui eu colocar o plano em pratica, encontrar meus amigos de São Paulo!

Devo ter encontrado, pensando agora nisso, uns 3! Lembro aqui de comer uma pizza com o Marcão e de ter ido na casa do Takaoka com o Guilherme numa chuva daquelas que alaga sao paulo. O projeto deu com os burros n' água logo no começo, o trampo acabou exigindo muito mais do que meu preconceito e logo na sequencia começou a pandemia... mal deu tempo de fazer amigos novos no serviço.

A pandemia afetou as pessoas de maneiras diversas eu perdi um dos negócios/atividades que eu sempre fiz, gostava mas não me dava conta, que era o almoço com a galera do trampo, galera pode ser de 1 a equipe toda.

Quando eu estava em Campinas essa parte não existia, na verdade nem teria como, eu nao almoçava! Aflorou em Brasilia e logo quando aterrisei por lá, no curso de formação pra aprender a dominar dinossauros a turma toda almoçava junto, coisa linda de ver, um ou outro que se desgarrava pra resolver alguma coisa mas era uma beleza, com o tempo surgiram alguns grupos de maior afinidade, penso ser normal esse tipo de comportamento e ser inerente a condição de humanos... mas mesmo depois do curso continuamos almoçando juntos, se bem que foi mais por acaso que por escolha, afinal a maioria foi trabalhar junto, mas tinha sempre aquele almoço diferente de vez em quando; tinha a churrascaria da vila planalto, a pizza hut do pier 21, o embaixo da arvore, o gauchinho que acabava indo quase sempre eu, o Michel e mais algum perdido e tinha os achados do Taide que era sempre um mistério envolto de aventura, afirmações infladas, era sempre o melhor de Brasilia, mas quase sempre era furada na certa, mas eu me divertia, me sentia bem com meus amigos, a comida era coadjuvante.

Pausei aqui e fui atras dum video que eu gravei muito, muito tempo atrás, acho que nem iphone existia ainda... e nao é que achei?!


Video1 : Indo almoçar com o Taide e o Michel

O Marcelo a Ju encontrou com ele em Salvador ano passado, puta cara gente fina, saudades deles, bem ao encontro desse texto aqui.

Retomando, o pensamento vai looooonge mas ele consegue retornar ao assunto, eu sozinho é mais dificil, mas deu pra reler o que ja escrevi e vamos lá. Eu fiquei alguma madrugada dessas de insonia pensando bastante nos amigos que perdi ao longo da jornada, nao que perdi de ter virado estrelinha esses até o momento foram poucos, falo dos outros todos, nao apenas os que mudaram de CEP (igual naquela musica do Rashid, se o mundo acabar) mas tambem aqueles que lutamos juntos e nao vencemos ninguem (outra musica, a noite dorme la fora dos Inocentes), enfim, os que eu ainda posso ver, não os que só consigo encontrar nos meus sonhos.

Puxei pela memoria, nossa, esse faz tempo que nao tenho noticias, nao consegui lembrar a ultima vez que o vi, forcei a mente pra tentar lembrar entao a primeira vez, tambem nada, a voz ? nao, sem registro de frases ou bordoes... a imagem ?... essa é mais complicada ainda nao consigo visualizar nada, tipo aquelas nuvens de desenho animado que mostra o que esta pensando, aqui é sempre vazia, sem imagens, sei o que é um elefante, me vem um monte de memoria e informações sobre mas nao consigo visualizar., voltando ao meu amigo, esse que se precisar fazer um retrato falado eu nao consigo, mas que lembrei de quando dormi na casa dele depois de uma bebedeira da faculdade, de quando viajamos pra Bauru, do golzinho preto que era top de linha e ele se gabava do possante, que ele adora pipoca, é da turma do pedal (de vicio mesmo), que sempre trabalhou fazendo caixinha pra produtos, que curte um pedal, enfim, até que lembrei de bastante coisa, nao consegui lembrar o nome das filhas, acho que sao duas (será?, nao tenho certeza), já as vi ?!?!? lembrei de uma que vi bebe quando visitei eles em sampa uns pô, seila 15 anos atrás ? e assim se sucedeu com cada um dos que foram aparecendo em meus pensamentos, amigo aqui é menino ou menina, mas vou escrever sempre amigo. Enfim eu consegui lembrar de um apanhado de coisas, outras tentei e nao voltou nada, mas o que ficou é sentir que passei momentos agradaveis com ele e pra mim é um baita amigo. Mesmo que eu não o veja há um bom tempo!

Eu ja tinha despertado esse lance de por onde anda quando lembrei do vestibular e da matricula aqui na Unicamp e lá na USP, quer dizer a matricula na USP eu só tenho flashs, mas enfim, eu tentei achar o Vinicius e a Camila, o primeiro nem sinal de fumaça e olha que o cara tem um sobrenome bem incomum e seria facil encontrar mas nao achei foi é nada, nada e como nao tem amigo em comum, esse é um que além de não ver nunca mais eu sequer terei noticias. A Camila por sua vez respondeu o contato mas ainda nao retomei um dialogo, tipo vida de adulto é uma boa desculpa, sem falar que a mina é tipo presidente de alguma firma gringa la nos States e deve ter menos tempo que... seila quem que tem muito pouco tempo pra conversar, talvez alguem que trabalhe muito, que acho ser o caso.

Preciso ensair.

Terminando que tenho mais o que fazer, outro dia termino... (agora eram meio dia de um sabado)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Dois anos atrás comecei num emprego novo, mas esse texto nao é sobre isso!

Meu primeiro emprego e trajetória no Banco do Brasil

Meu primeiro emprego e acho que deva ser o mais duradouro da minha vida foi no Banco do Brasil.

Até 2005 eu trabalhei em agências bancarias majoritariamente como caixa, atuando na retaguarda do atendimento, quase nunca atendia clientes, trabalho rotineiro, repetitivo, operacional puro, sem grandes variações das tarefas, eu adorava! Meu horario de trabalho foi diferenciado por muito tempo, conseguia fazer a faculdade de manha, trabalhava a tarde e de noite voltava pra faculdade. Teve um ano que deu ruim esse esquema porque teve apagão de energia eletrica e resolveram que os bancos iam abrir as 9 da manha, ai dancei, nao teve jeito, a agencia ia fechar as 5 e eu tinha que entrar no máximo as 11, deixei de fazer algumas matérias que estavam no gatilho naqueles 2 semestres. Tirando esse periodo do apagão, no geral foi esse o esquema durante a faculdade.

Eu morava com o Boy desde que entramos na faculdade em 98, mas a gente colava direto no ap do Poin, do Guidi e do Matheus porque lá ficava o video cassete, o computador e posteriormente o DVD que lembro como se fosse ontem o dia que fomos comprar ele no Carrefour da Dom Pedro, paguei com carnê! Grana sempre foi bem regrada, minha mae ajudava com o aluguel e o condominio (eu acho, nem lembro mais direito, ela pagava direto pra mae do Boy), seu Irá longe disso, desde que me lembro por gente finanças nunca foi o forte dele, depois de velho uma vez conversando com ele, ele acha que nunca na vida gastou menos do que ganhava, seu Irá aparecia de vez em quando sempre pedindo uns cheques pra rolar alguma divida e pra eu comprar um carrinho financiado no meu nome pra ele, que ele ia pagar e tals, igual os cheques que nao iam voltar, mas enfim eu ficaquei fugindo do oficial de justiça por algum tempo... sapeca queria tomar de volta pro banco só porque seila pagou só as 3 primeiras parcelas, esse aqui deu pano pra manga e no final das contas minha mae que me salvou dessa, tipo acordo com advogado e tudo certo, foi por pouco que nao me mandaram embora do banco nessa época, afinal de contas era justa causa funcionario com descontrole de financas com cheque devolvido, nome no CCF, SPC, Serasa, dureza, bom que nessa época era tanta coisa acontecendo junto que nem dava muito tempo pra pensar na zona que ficou minha vida financeira por alguns anos.

Sei que em 2002-2003 a gente mudou de apartamento e foi morar junto com o Tadashi e o Marcelo ali no Primavera, nessa época minha mãe parou de ajudar com as contas. Mas tenho que deixar registrado que ela sempre falou pra eu largar o banco e fazer estagio, depois pra fazer trainee, de largar por largar e tentar trabalhar com outra coisa, mas nunca deu certo, sempre que tava nos finalmentes rolava um, veja bem... coisas da vida.... Em janeiro de 2004 fui morar com a Ju, voltando pros estudos....eu me formei em Engenharia Química aqui na Unicamp no meio do ano, não posso afirmar que nunca trabalhei na área, afinal de contas fiz estagio na ACME, montamos uma fabrica de rodinhas de skate do zero, compramos uma de shapes... então um pouco de experiência posso dizer que tive, mas foi bem pouco.

Bom, a vida era bem corrida nessa época, lembro que eu estava tocando a fabrica, fazendo MBA, ingles, mestrado e graduação tudo junto, o ano era 2005.

O emprego no banco sempre me pagou o suficiente pra eu nao conseguir sair dele!

Quando fui atrás de estágio bateu o desespero, sem estagio nao me formava e com estagio as contas nao fechariam.... A solução foi arrumar um bem bolado nas ferias e finais de semana, pro bono, com objetivo claro de estagiar as horas necessarias para cumprir os requisitos da faculdade, o estágio foi bem da hora, aprendi um mundo novo, o mundo do poliuretano e devo dizer foi nele que tive a ideia pra montar a fabrica de rodinhas pouco tempo depois.

Os programas de trainee eram bem interessantes, mas sou totalmente avesso a processos seletivos, tenho sérias limitações, lembro de ficar extremamente ansioso, tinha tremores, falta de ar, as mãos suavam, gaguejava, era um show de horror pra mim, simplesmente nao consigo participar de dinamicas de grupo e todo o teatro envolvido, lembro de ter comentado isso no discurso da formatura. Cheguei a ir embora no meio de uma dinamica de grupo que um ser ia ser o tubarao e os outros nadariam no chao fugindo dele...Enfim, cheguei a participar de alguns processo de trainee, mas em virtude do exposto acima, dificilmente passaria, e mesmo se tivesse dado bom, talvez nao desse pra encarar 'largar o banco', o salario no banco e o do trainee, com rarissimas exceçoes eram iguais, sem falar que a fábrica ja estava rodando e um trabalho em tempo integral ia complicar bastante o fino ajuste das engrenagens da minha vida.

Quando fui fazer mestrado ai foi desesperador, a bolsa era algo em torno de 1/5 do meu salario, abdiquei da bolsa e continuei trabalhando no banco, resignado.

Ai no final de 2005 uma reviravolta.

Eu tinha feito um processo seletivo, viajei até curitiba pra participar (aproveitei e visitei o Jean na ocasiao), pra ir trabalhar com computação, la em Brasilia na diretoria de tecnologia, nesse processo era tipo pra habilitar a gente pra poder ir, se tivesse vaga e quando tivesse chamariam a gente, nao demorou nem 1 ano, a Paula ligou falando que eu ia e fiquei tao pasmo que sequer peguei os dados dela pra retornar com duvidas e tals, foi só aguardar e um dia chegou a convocação.

A Ju ainda tava fazendo residencia, eu tava fazendo a graduacao em quimica, o mestrado em degradação de polimeros, o MBA na FGV de executivo em financas pelo banco e a fabrica quase engrenando, tudo indicava que eu continuaria estudando, tocando a fabrica e esperando um dia poder 'largar' o banco e ficar só com a fabrica ou mesmo virar professor, seila, nao tinha um plano, tava seguindo na inercia do que foi acontecendo.

Resumindo objetivamente o que aconteceu, a Ju descolou uma republica pra eu morar lá no Cruzeiro até ela terminar a residencia e ir pra la morar junto comigo. Me mudei com o Uninho abarrufado de coisas, a Ju foi meses depois com a mudança de caminhao que acabamos deixando num guarda moveis, que me protestou uns boletos na louca e quase me fez perder o trampo, mas assim que descobri os caras resolveram. Voltando, compramos um AP sem ver, antes mesmo de ir pra Brasilia, só tinha umas fotos no site da cooperativa e vamos lá, vai dar, vendemos o Palio e demos a entrada. Era pra entregar seila em maio mas atrasou coisa de um ano, um ano e meio, a Ju arrumou emprego em formosa, mudamos pra lá, de formosa pra brasilia era coisa de 70km, demorava uma hora pra ir pro serviço e umas 2 pra voltar. Era bem corrido, mas tava valendo. As vezes eu ia de carro, poucas, na maioria das vezes era de onibus mesmo, que o banco até ressarcia, sabe-se la como mas pagava. tinha mototaxi por la, anos luz a frente do seu tempo, agora 2025 que ta bombando os uber moto e o 99 moto.

Bom, ai nesse meio do caminho acabei deixando mao da quimica, da fabrica, de virar professor, da engenharia e acabei virando domador de dinossauros, quer dizer, eu virei um programador Cobol!... Trabalho esse que me acompanhou por mais de uma década, até que fui trabalhar no Original e nunca mais programei nada e virei meio que um analista de negocios, funcional, seila que raio de nome que tinha, o que eu fazia era deixar o sistema de compras e saques com cartao funcionando!

E foi isso ai.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Mudar sem sair do lugar, nunca fui de usar as asas, sou mais de aprofundar a raiz.

Mudar sem sair do lugar, nunca fui de usar as asas, sou mais de aprofundar a raiz.

Lá nos idos de 1997 eu resolvi que estudaria na faculdade química, queria mesmo, eu acho, era fazer química, trabalhar em laboratório, fazer experimentos... mas não rolou, lembro claramente de minha mãe se opondo a eu estudar química, onde já se viu?! Trabalhar em laboratório ou numa fábrica e morrer de câncer ou na melhor das hipóteses virar professor! Jamais segundo ela! Meu pai não dá pitacos, muito menos nessa área, tanto que não se opôs quando meu irmão quis fazer faculdade de games alguns anos mais tarde e games nem era nada perto do que é hoje, teria dado muito certo, mas a mamãe dele, assim como a minha, também vetou.

Bom, voltando, como não deu pra eu estudar química, vamos achar uma alternativa, fui de engenharia química, na inocência de que aprenderia um pouco de química e ainda teria o título de engenheiro pra deixar minha mamãe orgulhosa, de ter um engenheiro na família!

Eu não sabia direito o que um engenheiro químico fazia, hoje 30 anos depois meio que continuo sem saber, na real, acho que ninguém sabe ao certo.

Vestibular e escolhas

Mas lá fui eu, o Enem não existia, a gente tinha que fazer um montão de vestibular, era bem exaustivo, mas eu gostava, no segundo ano, já tinha feito prova de treineiro na Fuvest e na Unicamp e tinha ido bem, fiz uns 6 meses de cursinho no Etapa lá da Ana Rosa num horário bem nada a ver, mas que casou certinho com minhas necessidades, era tipo das 4 às 9, o colégio era 'integral full' no terceiro ano, das 7 às 3 então dava certinho pra eu pegar o metrô no Belém e ir. Chegava em casa moído e no dia seguinte bora pra rotina de novo. Ah, de sábado tinha aula extra pra quem ia prestar ITA, grande decepção, na primeira prova tirei 4,8 e já estava eliminado, mas não tinha como saber e fiz tudo os outros dias de prova. Mas a publicação não era pra ser sobre vestibular, e sim sobre o mudar.

Bom, saíram os resultados na USP, não lembro direito como que funcionava a escolha das engenharias na Fuvest, mas sei que passei pra fazer engenharia civil, antes disso eu tinha me matriculado em Lorena, eu não, minha mãe fez essa pra mim, nem lembro como, mas ela foi lá e me matriculou, mas como era longe e acabei tropeçando na USP, bora de engenharia civil mesmo, aí um mês depois nem isso saiu a primeira lista da Unicamp e tava lá de engenharia química, bom, fui! Agradecimentos aqui pra Camilla Passarella Lazzarato, que estudava comigo no Agostiniano e também passou na Unicamp pra fazer Engenharia de Alimentos, mãe dela excepcional, ser humano diferenciado, me tratou super bem, me deu suporte num dia que foi bem doido mesmo, enfim, a Camilla encontrei com ela algumas vezes na faculdade, depois nem notícias, acho que tá nos EUA casada e com filho, vivendo o American Dream. Na parte da USP agradecimento ao Vinicius Kasabkojian, camarada do inglês que me deu carona nas 3 semanas que estive por lá, idem a Camilla, sem notícias há décadas.

Bom, post pausado no desenvolvimento porque fui pesquisar sobre os agradecidos e não são usuários ativos de redes sociais, então não deu pra atualizar, mas mandei umas mensagens que, quase certo, não serão respondidas.

Engenharia Química e tentativas na Química

Voltando ao cerne, acabei que cursei Engenharia Química na Unicamp, turma de 1998, me formei no longínquo agosto de 2004. Rolou uma vez só um encontro grande dos colegas, acho uma pena não ter encontros habituais, galera era gente fina, tem uns que ainda vejo, mas não na frequência que eu queria, vida de adulto é complicada.

Nesse mesmo ano, fiz prova pra ingressar no mestrado da química e também fiz vestibular pra cursar química, afinal continuava com vontade de ser químico.

Resumo, em 2005 tava eu fazendo matérias do mestrado e da graduação (essa com um mega hiper bug na Matrix, que eu tava na sala da irmã do Boy), o projeto do mestrado era bem bom, tipo de fotodegradação polimérica, tava muito incipiente ainda, mas hoje são as sacolinhas de mercado que desmancham em menos de mês.

Reviravoltas profissionais

Em 2006 a vida deu uma reviravolta, em 2005 apareceu uma 'publicação' na 'agenda de notícias' do trampo que estavam precisando de gente pra trabalhar lá em Brasília com computação e que ia abrir um processo seletivo, li as regras tudo e em nenhum lugar falava que precisava ser formado em computação ou algo assim, enfim, fiz o processo, em Curitiba, aproveitei e visitei o Jean, creio que foi a última vez que o vi, tentei achar aqui ele nas redes, mas nem isso, galera com nome 'normal' não dá pra achar, cidadezinha gostosa lá viu, São Bento do Sul. Foi o dia todo de entrevistas, eu e mais 5, passaram eu e um outro figura só, Japonesa do demônio, deixou claro que não era pra eu ir, mas os outros 2 gerentes apostaram as fichas em mim, não decepcionei! Ah, dos que não passaram, o Everisto apareceu lá na Ditec uns anos depois e acabou voltando pra casa um pouco antes de mim.

Conversei com o De Paoli, meu orientador do mestrado pra ver se conseguia continuar o mestrado lá por Brasília, não rolou e lá na UNB não achei, na verdade nem fui atrás direito, mas o mestrado ficou pra depois... a graduação em química não dava pra transferir, então fui fazer vestibular, não passei, é aquelas prova do demônio do CESPE de uma errada anula uma certa, eu com 26 anos não tinha como não chutar, resultado, minha nota não valeu nem pra lerem a redação, desencanei da química.

BB, mainframe e novas formações

No BB passei por um 'curso de formação' para aprender a trabalhar com o desconhecido COBOL e o incrível mainframe, nem quem tinha feito curso de computador na faculdade saberia trabalhar sem ter feito o treinamento, fui alocado pra trabalhar no autorizador de cartão e o resto é história.

Acho que em 2011, não lembro ao certo e não vejo necessidade de pesquisar pra ser certeiro, o Michel que tava fazendo alguma outra graduação lá na UNB, acho que a primeira dele era computação e ele tava fazendo administração, acho que era isso sim, fui até na formatura dele, carinha gente fina, curtia bastante ele, falo com ele bem menos do que deveria, virou bolsonarista de carteirinha! Nem deve ter tomado vacina do Covid... deixa eu perguntar, perguntei!

Complementando, teve vestibular de vagas remanescentes pra quem tivesse diploma de ensino superior, fui lá e fiz, gostei bastante da prova, fazia uns bons anos que eu não fazia nenhuma, era escrita, teve até um exercício com integral e eu acertei! Tava enferrujado, mas deu bom. Em 2012 retomei meu projeto de me formar em química, a Ju tava junto em todas essas doideiras, lembro da gente indo fazer a matrícula com o Vinny no colo!

Primeiro semestre foi bem diferente, como eu já tinha um zilhão das matérias básicas de exatas já cursadas, fui só de humanas... pedi equivalência, nessa o Tadashi ajudou lá de Campinas em pedir pra Unicamp as ementas e meu histórico completo que precisavam na UNB impressos! É, os tempos eram cruéis e difíceis, burocracia ainda era em papel... agradecimento aqui ao japonês também, nessa época ele ainda não tinha formado, faltava um nadica, mas ainda não tava formado.

O segundo semestre foi igual ao primeiro porque não tinham finalizado o processo de equivalência, lembro até de ter reclamado na ouvidoria da faculdade e mesmo assim nada, só saiu as equivalências no terceiro semestre, mas aí já era tarde, no final de 2013 retornamos pra 'casa'.

Novas tentativas e pandemia

Em 2016, já licenciado do BB, resolvi fazer faculdade de TI, afinal de contas já havia uma década que eu trabalhava com computação e não tinha um certificado/diploma que fosse, minto, tinha um de mainframe da IBM que fiz lá em Brasília quase que junto do Bulats de inglês. Como diz minha sogra, nada melhor pro Buga voltar a fazer faculdade do que o nascimento de um filho!

Lá fui eu fazer "Gestão da Tecnologia da Informação" na Fatec ali do lado do cemitério.... Curso interessante, curti, outro bug na Matrix, tava na mesma sala da menina que, esqueci o nome, mas já já eu lembro, anos mais tarde tava lá numa sala de reuniões do Itaú. Bom, comecei a ter que ir pra Sampa pra trabalhar no Itaú, a faculdade ficou pra depois. No final de 2018, resolvi que ia terminar química, fiz o vestibular na Unicamp e tô lá matriculado em 2019, em licenciatura em química. Nesse meio tempo aí teve uma prova da Unicamp de vagas remanescente mas não passei na segunda fase de provas específicas, tinha uma prova de fim de curso de física 3, quase entreguei em branco, triste, não passei... bom, tá lá eu felizão, fazendo matérias de humanas, Vinny andando de patinete da Yellow na Unicamp, tudo indo bem, dessa vez eu formo, que nada! Bora trabalhar em Sampa de novo, agora fixo e até quando eu aguentar, isso era junho de 2019, fiz só 1 semestre de química nesse meu retorno, falta tão pouco... um dia, um dia termino! Na real eu mandei mal, porque se tivesse ido atrás, quer dizer, deixa pra lá, o "pé de se" não faz parte do universo que vos escrevo.

Bom, aí veio a pandemia e no final de sei lá que ano, fiz a prova da Petrobras de engenharia química, deve ter uma meia dúzia a dúzia cheia de contemporâneos da Unicamp que estão por lá, da minha turma são especificamente 4, que pedi ajuda antes de entrar pra ver se dava pra ter uma certeza que eu viria aqui pra refinaria de Paulínia, mas descobri depois que não tem como ter ideia de como funciona a firma, é muito engessada, bem mais que o BB, mas fui lá eu, fiz a prova e vishi, deixa pra lá que não deu, não estudei, conferi o gabarito e deu metade da prova mais um pouquinho, foi legal ter feito, mas passar no concurso não ia rolar.

Retorno à engenharia e raízes

Aí em novembro de 2022 chega um e-mail e 3 dias depois um telegrama me convocando pra assumir a vaga do concurso, não entendi nada, foi uma decisão daquelas, mas que tinha que ser tomada e caiu na hora certa, sendo que hora certa é qualquer hora, sempre! Natalia, a mina da faculdade e do Itaú chama Natalia, da época do Itaú acho que só tenho contato com o Jheimes que encontro esporadicamente sem combinar umas 2 vezes por aí e a galera da Stefanini, a grande maioria nem notícias tenho mais.

Bom, lá fui eu trabalhar com engenharia química 20 anos depois de formado, assim como no BB quando cheguei em Brasília, na Petrobras também teve curso de formação pra aprender a trabalhar, fiquei morando no Rio de Janeiro quase 1 ano e sem saber qual seria meu futuro, só sabia que se não viesse trabalhar aqui em Paulínia não ia ter jeito de trabalhar na Petrobras, aí no meio pro final do curso, lançaram um projeto piloto pra trabalho remoto integral, li as regras e tava tudo ok pra eu pedir, assim que terminou o curso eu ingressei no trabalho e em janeiro de 2024 eu já estava 'de volta' pra casa.

Hoje, fevereiro 2025, não sei se vou um dia terminar a química, não tem muito porque, dificilmente trabalharei com química, e muito menos serei professor, então vida que segue, tem umas coisas que a gente quer que nem sabe direito o porque.

É isso, tô de volta pra casa.

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Retrospectiva 2024

Retrospectiva 2024

Família

- Tretas de sempre com a mamãe Eliana, tão menos frequentes e de menor tensão, mas invariavelmente ocorrem. Teve uma vez que fui lá pra casa dela e nem consegui entrar, coloquei uma gaiola na escada e fui pegar as outras mas não deu, fui embora, afinal como que pode eu ter ido pra lá sem levar as crianças junto comigo?

- Vovó Cristina desde que voltei do Rio ficou bem afastada, de setembro/outubro pra frente passou a ficar mais próxima das crianças, quer dizer, da Helena. Estamos nos virando bem sem ela dando aquele auxílio no dia a dia, na rotina da família, tá mais de vó mesmo.

- Família do Ipiranga ficou meio longe esse ano, nos falamos esporadicamente e nos vemos nos aniversários das crianças e na festa junina da escola.

- Tia Stephanie veio pra cá algumas vezes, as crianças se divertem, mas não tem aquele vínculo gostoso de tio, mais ou menos igual o tio Dante.

- Ribeiro vem mais ou menos uma vez por mês aqui em casa pra colocar a conversa em dia, ver as crianças e tomar um café.

- Ju ficou mais de boa esse ano, mesmo estando em transformação e sem saber direito o que fazer comigo depois que pegamos meu laudo de deficiente mental.

- Vinny tá osso, começa a não respeitar, não ajuda, fica xuxando a Helena sem parar, tomara que seja algo transitório, tá precisando fazer mais amizades. Fizemos o foguete de ar comprimido e a base, foi um belo trabalho, pena que a galera trambica no resultado da competição. Esse ano no Sirius foi legal, mas tava um clima chuvoso que atrapalhou um tanto, Vinny deu entrevista, mas nunca achei se publicaram. Fez umas olimpíadas de conhecimentos e curtiu bastante!

- Helena tá de boas, fez bastante amizade no prédio e na turma da escola. Passa pano pra quase todo mundo e às vezes que tá fazendo birra ou chorando consegue responder que não consegue parar e às vezes nem sabe o motivo direito.

Saúde

- Depressão das brabas

- Engordei 15 kilos

- Peguei pressão alta, descobri indo doar sangue e não podendo.

- Bronquite atacou feio em dezembro, teve uma outra vez ou duas que fui parar no centro médico pra medicarem.

- Diabetes controlada com o remédio faz uns anos já.

- Operei de uma hérnia na pança que apareceu 'do nada', só porque dei uma engordadinha básica. Operei também do nariz e arranquei uma bolota de banha que eu tinha nas costas.

Preciso me cuidar! Zero exercícios.

Trampo

- Sou Engenheiro de Processamento de Petróleo Junior, meio desanimado, aprendendo o ofício em passos de bebê, falta um tutor, um acompanhamento, não sirvo pra me virar sozinho, sem falar que nunca trabalhei na área... fácil não tá, mas tô de teletrabalho integral, o salário não é lá essas coisas mas tá valendo! Fiz zero novos amigos no serviço esse ano.

- De minha vida pregressa só saudades de trabalhar com algo que eu dominava e me instigava saber mais sobre o assunto, zona de conforto me faz um bem danado e não tenho mais isso.

Dinheiro

- Tem suas loucuras que acontecem, compramos o apartamento 11 pra ficar do ladinho da escola e aumentou um 'tiquito' os gastos mensais da família com 2 casas na mesma cidade. Não que a gente não tenha "2 casas" desde sei lá 2019, só que era diferente, tinha desculpa de ser gasto do serviço e tals, agora é tudo na rubrica de gasto gasto mesmo.

- Desinvestimento bruto na parca carteira de ações e demais investimentos, ano não bom pra renda variável, tipo estamos com metade do valor inicialmente comprado de papéis... e alguns deles nunca mais vão chegar sequer perto do valor que pagamos.

- Viagem de fim de ano deu uma boa assustada, quando compramos as passagens em janeiro, o dólar estava a 4,85 lá nos EUA no cartão de crédito chegou a 5,70 com IOF e a taxa que o banco coloca em cima da cotação.

Justiça

- Processo de correção dos FGTSs, nem sei se foi esse ano, mas foi pro vinagre, julgaram que do jeito que remuneram tá ok e azar, transitados em julgados, fim.

- Pagamento a maior dos INSSs, da Ju deu ok e receita devolveu os valores pagos a mais, o meu, processo igualzinho, cópia e cola, tá lá tramitando ainda, sem sentença proferida.

- Trabalhista Banco Original, duas vezes fui lá na Barra Funda e nada, juiz tava a fim de descolar um acordo, mas sem chances. Na primeira o Maicon e o Franco não conseguiram ir porque teve algum BO lá no BMG e eles estavam em Minas e na segunda a Aline perdeu a hora, ficou uma nova pra março de 2025.

- Trabalhista Banco do Brasil, execução da redução salarial, essa fiquei sabendo num churrasco de 20 anos de DITEC lá em Brasília na casa do Igor e entramos com a ação de execução no fim do ano, em andamento.

- Gol que me cancelou 4 passagens porque o sistema deles é estúpido e não soube lidar com a mudança dos aeroportos lá do Rio do Santos Dumont pro Galeão, nossa que ódio! Era muito de boas ali no Santos Dumont, bom, como agora vou esporadicamente tá valendo, mas não faz sentido o que fizeram, sem falar que a tal da barca pelo que li esses dias não saiu do mundo das ideias. Enfim, juiz já julgou que tá ok meu pedido, mas a Gol recorreu só por recorrer e tô no aguardo.

- Cobasi dos Hamsters procriadores, teve audiência mas nada de acordo, esperando os próximos passos.

Amigos

- Acho que não fiz nenhum amigo novo esse ano que passou, também depois da overdose de 2023 tá bom demais.

- Acabei que não vi quase ninguém, teve no final do ano casamento do Rodolpho que reencontrei o Bruno e o Botti, trombei bastante o Boy, o Tadashi, o Fred e o Marcelo... teve um encontro Porks no começo do ano aqui em casa, fui pra praia e vi o Flávio, no carnaval o Bruno e o Rodolpho passaram aqui em casa, o Luis Felipe passou um dia de noite e fizemos um churrasquinho, ah, e o Tonin passou aqui out of the blue só pra tirar uma selfie! Encontrei o Hyam Nicacio, que não via há mais de década, veio aqui em casa, noite muito agradável, depois ainda conseguimos tomar uma no bar do Coxinha com a Dessa que também fazia uns bons anos que não via, todos bem na medida do possível. Consegui almoçar com o Franco, Maicon, Rene e o Cesão depois da audiência lá em Sampa. Encontrei o Julio umas 3-4 vezes, acho que a mesma quantidade de vezes que devo ter visto o Cae no ano, troquei umas ideias com o Paraguay e o Bob, mas quase sempre coisas do trampo.... Dei uma passada no Christian em Jaguariúna, tava uma chuva daquelas, foi só protocolar, nem trocamos muita ideia, ah, teve um churrasquinho com a galera da Stefanini na chácara da Dani também lá em Jaguariúna, teve um Outback com o Caio o mano Rewth, Odair e Alex, fui pra Brasília no encontro da galera da DITEC, reencontrei muita gente mesmo, grandes memórias, mas no fundo, fiquei com aquele sentimento de não pertenço mais aqui, e olha que era um sentimento que senti bem poucas vezes na vida, a de pertencer a um grupo, ali em casa nos churrascos na varanda eu me sentia parte da turma, de verdade... bom, acho que foi isso.

Viagens

- Fomos pra Barra Bonita na Páscoa fazer uma trilha de jipe, traumático pras crianças e pra Ju, não vai rolar mais, mas foi interessante o rolê.

- Praia em Ilha Comprida no começo do ano.

- Disney em dezembro todo.

- Parcas idas a São Paulo.

- Encontro em Ribeirão dos dentistas.

- Ju viajou horrores a trabalho.

- Fui pro Rio umas 3 vezes esse ano só, depois do carnaval não fui mais, tô devendo.

- Brasília, sozinho pro encontro da Ditec.

Estudos

- Nada, nem um Duolingozinho, mas fiz o ENEM pra ver qualé que era!

Filmes, Livros, Shows, Peças Teatrais

- Nada digno de nota, ah minto, não gostei dos 100 Anos de Solidão, tipo escroto na parte sexual da história, precisava disso não, lembro de ter lido algo parecido na adolescência tipo Capitães da Areia, mas sei lá, meio forte, curti não. O filme do cara do Feliz Ano Velho é legal, verídico, mas não achei nada de mais, vale o mote... 'alguma coisa ele fez'.

- Show, acho que não vi nenhum esse ano, teatro acho que idem.

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Se lembrar de mais caixinhas da vida eu coloco aqui.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Diario das Ferias de 2024 - 06.12.2024 - Dia 6 - Viernes

Viagem para Orlando: aeroporto, voo e primeiras impressões

Deixei a família no aeroporto e fui pro estacionamento deixar o jipe.

Pequeno probleminha com a escolha do assento, seila o que que deu que o sistema resolveu mudar os assentos de uma das reservas, fizemos em duas, mas deu tudo certo.

Voo tranquilão, fui ver de conhecer o lounge azul, mas era só pra eu e 1 acompanhante ou pagava 300 cruzeiros pra entrar todo mundo, não foi dessa vez.

Lembrei de um amigo do trampo e como de costume, se lembro, entro em contato!

John mandou vídeo dele fazendo peripécias com caneta, vi ontem e hoje não abriu de jeito nenhum pra eu mostrar pro Vinny.

Li um tantão do livro lá dos Buendia em Macondo.

Aeroporto de Orlando fez terminal novo, desembarcamos nele. Imigração tranquila, pegar carro deu medo porque não ia caber as malas, mas aí apareceu uma devolução e cá estamos de Tucson.

Olha, não sei o que os americanos fizeram nos últimos 5 anos, mas não lembro os preços das coisas no valor que estao! Tipo subiu bem, coisa de inflamação mesmo. Sem falar na cotação histórica de 6 cruzeiros por uma verdinha.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Diario das Ferias de 2024 - 04.12.2024 - Dia 5 - Jueves

Diário de um dia: escola, festa, preparativos e viagem

Vinny resolveu que não ia na escola, Helena foi cheia de cartões de fim de ano prós amigos.

Últimos preparativos pra viagem.

Insônia braba meu amigo!

Deixei a Wendy na Priscila e comprei um pacote de ração a mais pra garantir, afinal não faço ideia quanto ela come num mês.

A tarde Helena teve festinha no japonês, lá no m5fun, era do Vitor, e eram 3 horas de festa, algo novo no cenário de festas infantis, ainda mais em se tratando de uma quinta feira, ainda bem que a moça da recepção avisou que era pra pegar as 4 porque se fosse esperar eu ler/interpretar corretamente o convite não ia rolar, tá no automático festinha de criança das 13 as 17.

Jantamos no shopping, fomos pegar os livros das crianças pro ano que vem.

Escola muito doida, Vinny tá indo pra oitava série, com 13 anos e vai ler o Fahrenheit 451.

Malas fechadas e bora pra viagem!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Diario das Ferias de 2024 - 03.12.2024 - Dia 4 - Martes

Dia chuvoso, rotina em família e preparativos para viagem

Chovendo desde a madrugada, levei as crianças pra escola de jipe, fiz almoço, fui pega-los de jipe porque tava chovendo, mas nao tinha vaga na rua, parei la em cima no infantil, fui com a wendy, acabou que demos uma passeadinha boa, enfim, almoçei com a Helena no Sandro, Vinny nao quis ai fiz um strogonoff. Achei o kindle, devo leva-lo na viagem. Arrumei as paradas pra entrar com o processo da Ju no GDF que o sindicato avisou a gente esses dias. Peguei pra ver a correcao do enem, mas nao achei nenhum que me interessou, tentei ver uns 3, mas nao curti o formato.
De tarde a Cris passou aqui e foi com as crianças no cinema ver Moana 2.
Ju chegou de noite ja tinha parado de chover. Ultimos preparativos pra ir ver o mickey. Dureza achar estacionamento com preço razoavel pra 30 dias ali pelo aeroporto.
Vi um montao de partoba, apresentado ao jornal da oeste e uma copia do pingo nos i's, nada de mais, porem deixam claro o posicionamento ideologico, interessante e raro.
Fiz uns hamburguers e nuggets pra janta das crianças e fiquei sonolento o dia todo, ta dureza a insonia.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Diario das Ferias de 2024 - 02.12.2024 - Dia 3 - Lunes

Diário de um dia comum: família, rotina e dólar alto

Ju foi pra São Paulo, demorou 4 fucking hours da hora que saiu de casa até chegar no CJ!

Fui na padaria comprei pao e bolo, Vinny nao foi de café da manha, eu e a Helena ficamos no pao.

Dei um talento nas impressoes do que tava faltando das paradas da viagem, sim, sou das antigas e curto o bom e velho papel!

Almoço foi operacional, fritei uns bifes e comemos com arroz.

A gente ia lavar o carro e caiu um pé d'agua daqueles, adiou um pouco a operacao, mas saiu, familia toda ajudando, até a Wendy resolveu ajudar na integração da familia dando uma fugida basica pelo portao do lado que ficara esquecido aberto em alguma ida e vinda pra pegar itens pra limpeza do jipe.

Ficou limpissimo!

Conversei rapidinho com a Fe Passos que eu tava precisando falar com ela fazia uns dias já, dureza ser boi de piranha, bode expiatorio e qualquer outra alcunha, sei bem o que ela esta passando, mas não consigo nem sei como ajudar. 

Helena pediu pra fazer bolo de cenoura, escreveu a receita de cabeça do que ela lembrava, veio me mostrar, corrigimos algumas medidas e um pouquinho do portugues, pedi pra ela separar os ingredientes e rapidinho ela veio me avisar que ja tava tudo pronto pra gente botar a mao na massa! 

Ficou bom!

Fui testar uns dolares e olha, a parada ta complicada... minha mae pediu um cartao porto com iof zerada, só que o dolar que hoje ta em 6.06 (decimal point is comma) cobraram 6,39, no BB saiu por 6,29 + 4.38% de iof ficou incriveis 6.60! É, como quem converte nao se diverte, vamos de conta BB Americas mesmo, Wise e a Nomad que parece ser o mais viavel.

Descobri que o chefe Everton é maluco fanatico pelo Botafogo, agora posso dizer que tenho um camarada que ja foi viajar pra fora pra ver jogo do time, o Thyago Luiz nao conta que lembro dele sempre fazendo isso!

Jantamos em barão e viemos dormir no apartamento que afinal de contas, as crianças ainda estao em aulas!

Ah, comprei ingressos pra Nasa na 'cyber monday', belo desconto!

Insonia forte essa noite!

Diario das Ferias de 2024 - 01.12.2024 - Dia 2 - Domingo

Bate-volta em São Paulo, Katsu Curry e stand up

Hoje foi dia de bate volta em sao paulo, ia deixar os hamsters com minha mae, mas deu branco e não rolou.

Acabei que jantei sozinho em barão um Katsu Curry do

Katsu Curry da Radial

da radial que comprei pra almoçar na patriarca e que tinha esquecido por completo a Ju foi sair com o golzinho com o Vinny pra pegar a Helena na casa da Helo, viu me avisou e foi uma boa janta, curto esse prato.

Fui e voltei pela bandeirantes, tudo tranquilo, transito na marginal de leve só na ida pra ZL.

De noite tinha teatro, fui ver o stand up do cara do kibe loco de policial, interessante, mas uma hora e meia é tempo demais pro formato. Fiquei pertinho mesmo, nao que eu enxergue muita coisa de perto, mas tava ali na cara do gol. Legalzinho a apresentacao, uma risada ou outra, mas mais do mesmo, enfim, ja era o esperado.

Teatro stand up do Kibe Loco

Cheguei em casa, tava meio caos porque a Ju tinha acabado de matar uma aranha daquelas gigantes que vira e mexe aparecem em casa, marcar dedetizacao e jardineiro! Deixa eu ja colocar na lista, feito!

Diario das Ferias de 2024 - 30.11.2024 - Dia 1 - Sabado

Primeiro dia das férias: audiências, amigos e burocracias

Por mim, férias deveriam sempre começar as quartas feiras!

Bom, hoje foi o primeiro dia das férias, sabado dia 30 de novembro de 2024, a semana tinha sido bem caótica, tive audiencia em sao paulo no forum da barra funda, foi legla que pude almoçar com amigos que não via há mais de ano! Mas foi cansativo a correria, sem falar que tive outra audiencia, essa virtual, na quinta e apresentei umas laminas sobre integridade na reuniao geral da firma.

La vamos nós, bom, dei uma passada no poupatempo pra entregar o papel de transferencia do jipe da Ju pra mim, que no mesmo dia que eu comecei o processo descobri que era só fazer direto pelo celular em poucos minutos, que ódio! E odio 2, porque uma vez iniciado o 'processo antigo' pra cancelar só indo no detran, enfim, entreguei o tal do papel e deve sair a restrição do documento em alguns dias.

Protocolo Detran - transferência do jipe
Figura 1: Protocolo Detran

Na sequencia, encontrei alguns amigos pra almoçar no outback, o mano Rewth e o Caio eu nao via há quase uma década, o OC e o Alex vi deve fazer uns 2 meses na casa da Dani que fizemos um churrasquinho pra matar a saudades e colocar o papo em dia. Não foi um outback classico igual teve algumas ocasioes no Rio de Janeiro, mas foi interessante!

Almoço no Outback com amigos
Figura 2: Almoço no Outback

Voltando pra casa passei no atacado que abriu no lugar do Macro, chama Giga, mais do mesmo.

Jantamos em casa e eu nem lembro o que que foi, tambem ja faz 3 dias, hoje é terça dia 03.12.2024.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

A burocracia simplificada para isenção do IPVA no estado de São Paulo

Minha Jornada por Isenção PCD: IPVA, Carro Zero e Avaliação Biopsicossocial

Esse é um daqueles momentos que você se pergunta porque que não fui atrás disso antes!

Introdução: Meus Direitos como PCD

Bom, eu sou deficiente desde que a Dilma sancionou no finalzinho de 2012 a lei 12764 e virei deficiente múltiplo em 2021 quando o Bozo sancionou a lei 14126.

Enfim, isso posto, daria pra eu pedir isenção de compra de carro zero, IPVA, estacionamento PCD, dispensa de rodízio em SP, entre outros direitos relativos a minha pessoa com deficiência.

  • Isenção de compra de carro zero
  • Isenção de IPVA
  • Estacionamento PCD
  • Dispensa de rodízio em São Paulo

Atualização: 29/11/2024

O 'ESTADO' não me considerou digno da isenção!

Legal o processo ser simples, rápido, não burocrático, mas... não deu!


Atualização: 16/06/2025

Eu moro em São Paulo e nunca tinha ido atrás de comprar carro zero ou mesmo de ter desconto no IPVA, aí ano passado eu achei que daria pra perder uns dias com isso e fui atrás da isenção do meu possante, ano 2012.

Que nem era meu, era da minha acompanhante terapêutica que me acompanha há mais de 20 anos e que não gosta muito dessa alcunha, prefere esposa mesmo... mas enfim, era pré-requisito o carro ser meu.

Lá se foi mais um tempo e dinheiro pra transferir o carro, fez vistoria no carro, ir no cartório (eu e esposa, juntos) e depois no Detran pra liberarem o documento (tipo dar um enter no sistema e o docuemnto do carro aparecer no aplicativo do Detran), e na semana seguinte a que fiz a transferência a o governo aqui de São Paulo liberou pra fazer tudo on-line pelo aplicativo! Quer dizer a vistoria ainda precisa, mas Nooosssa, que ódio que fiquei!

Processo de Isenção de IPVA

Bom, com o carro no meu nome lá fui eu... inicia o processo de pedido de isenção de pagamento do IPVA. Fui no Detran 2 vezes porque logicamente o site não funciona direito e não finaliza o que deveria com sucesso, enfim, depois que o processo tava ok, digo, iniciado, fui fazer a avaliação, foi numa clínica credenciada do Detran, tava L O T A D A, horário marcado pra inglês ver, não era nem horário marcado nem ordem de chegada nem prioridade, preferencial... nada era uma zona! Enfim 2, fiquei 3 horas no relógio esperando pra me atenderem, aí passo na assistente social, repsondo umas 352 perguntas (exagero não lembro quantas eram) volto pra salinha mais uma hora e o médico chama, me examina, faz outro milhão de perguntas, pede de novo os laudos/exames da minha deficiência (que eu já tinha anexado no site, que levei no Detran, e por sorte tava com eles de novo por lá).

Avaliação Biopsicossocial e Resultado

Enfim 3 ou 4, uso muito enfim, preciso arrumar um outro advérbio pra usar.. mas vamos lá, voltando, o médico complementou algumas perguntas da assistente social e no final falou que não poderia me dar o parecer na hora mas que era pra eu ficar tranquilo que o sistema mandaria um e-mail informando, em no máximo, 7 dias... demorou 15 e nada, liguei e aí me informaram que tava no site que eu já tinha consultado uma dezena de vezes e não tinha nada, o pulo do gato? Colocar nem lembro o que no final do endereço que tava lá no navegador, e aí tava lá, o tal do parecer, é que não lembro onde anotei o que colocar no link e não to achando o print, but era algo assim:

O cidadão passou por avaliação biopsicossocial dia tal, pela assistente social tal e médico tal e que após a tabulação dos resultados levou a pontuação de nem lembro quanto, e que portanto eu sou deficiente leve e não tenho direito a isenção. E fim!

Quando procurei a pontuação eu tava ali na raspa da beiçola, quase nem me enquadrando como deficiente.

Reflexão Final

Seilá, eu tô bem temeroso quanto ao sistema e a avaliação biopsicossocial.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

PLR - Participação nos Lucros e Resultados - Se teve lucro tem que ter distribuição! E quando não teve, bom ai é mais complicado!

PIX Recebido do SINDPD

Resumo: Relato sobre o recebimento de um PIX do SINDPD, processo inesperado e simples, bastando informar os dados em um site específico.

Eu nem tava sabendo desse processo, mas saiu e só precisei informar meus dados num site feito especificamente pra esse fim.

Comprovante de PIX recebido do SINDPD
Figura 1: PIX recebido SINDPD

domingo, 4 de agosto de 2024

Divagações no voo...

Quem é o Buga? Uma Apresentação Pessoal

Saudações,

Vida Pessoal

Sou o Buga, nasci em 1980 em São Paulo capital, mudei pra Campinas em 1998, fui pra Brasília em 2006 e retornei para Campinas em 2014.

Na família somos eu e meu pai.

Tenho uma acompanhante terapêutica, meu anjo na terra, a Ju está comigo há mais de 20 anos, ela prefere a alcunha esposa.

Somos pais de duas pessoas, a Helena com 8 anos e o Vinícius com 12, de uma cachorra, a Wendy e de 3 hamsters, o Paçoca, a Penélope e o Pequeno.

Formação e Carreira

Formei em engenharia química, fiz MBA em mercado financeiro, duas pós-graduações em tecnologia da informação, tentei por 3 vezes terminar faculdade de química, mas ainda não finalizei.

Tive uma fábrica de rodas e shapes de skate, que montamos do zero, eu e um amigo de infância com 20 e poucos anos, foi muito intenso e desafiador, aprendi muito, viajei bastante, conheci empresas, pessoas, trabalhava muito, não tanto quanto com cartões, mas era bastante mesmo, o sonho durou 6 longos anos.

Trabalhei a vida toda em banco, 20 longos anos, cuidava do sistema de autorização de cartões, as vezes funcionava aos trancos e barrancos, mas funcionava! Costumava dar uns probleminhas, mas não posso falar sobre isso publicamente, enfim, os riscos da atividade são inerentes a loucura do dia a dia. Teve vez aue fiz caca e fui promovido e teve vez que fiz caca e fui demitido, é da vida!

Abandonei esse mundo e desde o carnaval de 2023 virei engenheiro de processamento de petróleo júnior na Petrobras.

Vida Familiar e Crenças

A Ju é judia, eu sou deísta.

Saúde Mental e Neurodiversidade

Tenho minhas incontáveis idiossincrasias, tenho ciência de quase a totalidade delas, entretanto com o mascaramento de décadas e treinamentos/condicionamentos baseados no pior de Skinner, Vygotsky e Pavlov acabei sendo moldado para passar despercebido na multidão, na multidão, porque quem me conhece um pouco mais a fundo, consegue perceber que não sou muito ajustado.

Até falar ao telefone as vezes eu conseguia, quer dizer, as vezes não, muito raramente.

Não tenho hobbies, meus hiperfocos tem começo, meio e fim, não duram mais de 1 ano.

Tive até hoje, no máximo uns 10 episódios de desregulação total e o que me deixa sempre pasmo é que logo imediatamente após a explosão eu já me sentia pleno, num estado de torpor, uma paz em minha mente.

É desgastante ao extremo viver na normalidade, como consequência direta desenvolvi insônia crônica, não durmo direito desde que consigo me lembrar... Os remédios que controlam e induzem meu sono tem que ser trocados com frequência pois o efeito cessa depois de um par de anos.

Passei por alguns episódios de depressão ao longo da vida, geralmente desencadeados por alterações na minha rotina. Nesses momentos costumeiramente acompanham sintomas físicos, como vômitos, diarréia, sudorese que duram semanas até que eu consiga me adaptar novamente.

As crises de depressão severa duram de 6 meses a 1 ano.

Sensibilidades Sensoriais

Meu paladar é infantil, tenho restrição alimentar alta (menor que de meu pai que é vegetariano desde que me conheço por gente), mas assim como no comportamento também fui condicionado a me alimentar de acordo com o cardápio mesmo não gostando. Tirando peixes, frutos do mar e afins que sou alérgico, acabo conseguindo com muito esforço comer praticamente de tudo, mas tem seu preço e faz um tempo que não tô pagando mais não.

Sons não me incomodam há mais de década, desenvolvi habilidade de estar constantemente com uma música de fundo na minha mente, por vezes ela sai e sou pego na ecolalia e aí são alguns minutos pra me regular novamente, uso abafador apenas quando vou me deitar para dormir, costumava deixar algum som no ambiente, mas ultimamente, 4 anos pra cá o abafador tá de boa.

Tenho hipersensibilidade ao toque, pele sensível, se começo a suar desencadeia urticária colinérgica, uma etiqueta na camisa me causa uma crise alérgica, uso o mesmo uniforme há décadas, com poucas variações. Costuma ser sempre bem folgado pra não ficar justo, colado na pele. Uso uma camiseta sem costura lateral, calça social quando o serviço obriga calça mas geralmente estou de bermuda folgada e tênis largo (estilo skate). As variações causam desconforto, jeans, camisa, ALL star não são bem vindos, uso, mas dão "coisa".

Até a pandemia utilizava toca na cabeça. Tanto que se não soubesse o que me dar de aniversário era só comprar uma que era sucesso garantido, tenho mais de 50, but usava quase sempre as mesmas 3. Descobrimos que era um amuleto e acabei, assim como minha corrente de bicheiro e acabei abandonando seu uso sem grandes prejuizos.

Possuo extrema dificuldade em ir ao cabeleleiro, evito ao máximo, a última vez que fui, foi em 2014, passo mal, acabou deixando o cabelo comprido justamente por isso, esporadicamente, a cada 1, 2, 3 anos, não tenho uma memória das datas, raspo careca, já já tá na hora de raspar novamente. Ah, costumo frequentemente enrolar o cabelo nos dedos até a ponta do dedo ficar roxa, faço isso desde que me conheço por gente.

Amigos e Conexões

Tenho amigos que não vejo mais, outros que nem notícias tenho, um que é praticamente meu vizinho e que passo semanas sem o ver, são bem poucos os que tenho algum contato rotineiro.

Nesse final de semana reencontrei amigos de Brasília, alguns dos quais não via há 10 anos e não tinha mais contato, gostei muito, deu pra me atualizar dos acontecimentos mais marcantes na vida da maioria deles, muitos acontecimentos maravilhosos, outros nem tanto, histórias engraçadas, assustadoras, apaixonantes, revoltantes, enfim, coisas da vida de meus amigos que eu nem imaginava... mas todos estão bem, na medida do possível!

Infelizmente sinto que, obviamente até pelo tempo e meu distanciamento, que não pertenço mais aquele mundo. Fiz grandes amigos na vida, sei que eles se preocupam comigo e me querem bem mesmo eu sendo, digamos, o Buga.

Há algum tempo não ouço mais a frase: - "Você que é o Buga?" Com entonação de surpresa/espanto e com certeza a expressão fácil não negaria o sentimento, mas eu acho, acho mesmo porque essa habilidade eu não possuo. Quem nunca tinha me visto com certeza me imaginava uma pessoa bem diferente! Estou bem com isso, nunca gostei da reputação me preceder.

Reflexão Final

Ah seila, é mais ou menos isso aí.

Se me perguntarem se eu preferia ter sido eu sempre; com certeza eu teria escolhido eu, mas não tive a opção e hoje sou essa mistureba maluca em constante luta comigo mesmo.

Parafraseando o poeta: "Acho que não sei quem sou só sei do que não gosto"

Fui, Buga
Brasília -> Campinas
4 de agosto de 2024

domingo, 28 de julho de 2024

2024 07 28 - Um lugar para escrever minhas abobrinhas!

Memórias Tech: REXX, Flash e Andanças pelo Mundo

Há algum tempo atrás, sem saber ao certo o porquê, apaguei uma coletânea de textos que eram o melhor amigo da minha memória. Tenho backup, mas pra restaurar vai dar uma trabalheira danada, então deixa pra lá, vamos começar de novo.

Notas sobre REXX

Hoje achei sem querer umas notas sobre REXX, coloquei lá no meu "livro" digital:

Minha Conta no X

Abri uma conta no X, segue lá:

Andanças pelo Mundo em 2011

Achei também minhas andanças pelo mundo quando isso ainda era novidade! Fiz um vídeo na época (por volta de 2011) depois de ler que o iPhone tava gravando dados de localização. Não lembro direito o processo que arrumei, mas o resultado é bem da hora! Pra fazer a brincadeira funcionar, converti o arquivo original de Flash (.swf) para AVI. Aproveitei e postei no Reels do Instagram. Confira o vídeo abaixo:

Player de Flash

Segue um leitor exibidor player de Flash totalmente funcional:

terça-feira, 28 de maio de 2024

Minhas escovas de dente não são mais fabricadas!!!!

Pessoal,

Quando não da pra fazer algo como nessa matéria,

Mãe ganha ‘Netflix personalizada’ para filho autista ver Procurando Nemo | CLAUDIA

qual a melhor maneira para agirmos ?


To com um probleminha, no caso é uma escova de dentes, ainda temos algumas em estoque, mas vai acabar e não terão mais, fomos comprar para repor e descobrimos que ela não é mais fabricada.

Alguém tem alguma ideia ou ja passou por algo parecido que possa compartilhar a experiencia ?

Obrigado,
Buga

sábado, 20 de abril de 2024

BP Tools - BPTools - excelente ferramenta criptografica para seu dia a dia

Quase que perco... NADA COMO UM BOM BACKUP!



Resumo: Relato sobre a importância do backup ao recuperar um software essencial, links para download do EFT calculator e dicas sobre licenças e versões antigas.

Quase que perco... NADA COMO UM BOM BACKUP! Os caras tao querendo cobrar 1000 doletas por ano de uso!

Screenshot do software EFT calculator recuperado de backup
Screenshot do software EFT calculator recuperado de backup

Os 2 modulos principais que é a calculadora e o enviador de comandos pro Thales tao ai, muito bom, achei lá atras no comecinho da firma dos caras, ainda chama EFT calculator e ja era bom!

Aqui o link pro drive pra baixar

https://drive.google.com/file/d/1wO1bOelY5CyJBKBcaWIbs40glBa-rBtY/view?usp=drive_link

e os links que eu tinha salvo achando que permalink é eterno!

https://www.eftlab.com/files/bp-tools-20.03-1271-master-a2e4297.exe

https://www.eftlab.com/download/win-3264/

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Minha propria fonte pro computador!

Minha Fonte Digital: Projeto Concluído!

CAMPINAS, SP 31 DE JANEIRO DE 2024

Finalmente, após anos, consegui concluir a versão preliminar da minha fonte para documentos eletrônicos com a minha própria letra!

A sensação de ver esse projeto, que estava congelado há tanto tempo, tomando forma é indescritível, uma verdadeira perda de tempo!

Cada traço, cada detalhe, carrega consigo não apenas a tinta digital, mas também todo o esforço e a paixão que investi nesse trabalho. Ao longo desse processo, enfrentei inúmeros desafios e obstáculos, mas a persistência e a determinação me mantiveram focado no objetivo.

Ver a fonte funcionando, mesmo que em uma versão preliminar, é o tique que faltava na lista de pendências/tarefas, volto a dormir tranquilo.

Cada caractere impresso carrega a minha identidade, o resultado de incontáveis horas de trabalho e a vontade de criar algo único, novo, só meu!

Agora, mesmo sendo uma versão inicial, tenho em mãos um produto funcional, o que representa um marco significativo, essa conquista é apenas o começo de uma jornada de aperfeiçoamento e refinamento.

Ainda há muito a ser feito, mas a base está estabelecida e o caminho a ser percorrido se revela promissor, não que vá ter uma segunda versão ou que eu volte a mexer com isso, mas vale a intenção.

Que essa fonte seja a materialização de toda a minha dedicação e paixão por finalizar itens de minhas listas, que não são poucas nem são poucos itens em cada.

Que cada documento escrito com essa fonte carregue não apenas palavras, mas também a expressão da minha satisfação em ver esse projeto ganhar vida.

Obrigado a todos os envolvidos!



Fonte do buga pra computador
Figura 1 - A fonte em ação

Fonte do Buga Bold
Figura 2 : fonte do Buga em bold

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

The End of an Era - Last Mainframe Shutdown at Petrobras

Resumo: Buga comenta a desativação do mainframe da Petrobras há um ano, discutindo COBOL, legado, tentativas de migração e o futuro dos mainframes no setor bancário.

Desligando o Mainframe da Petrobras: Reflexões sobre Legado e Tecnologia

Há 1 ano a Petrobras tirava de operação seu mainframe!

Contexto e Histórico

Desde que comecei a trabalhar com cartão de crédito ouço falar que o mainframe está morrendo.

Existiram algumas tentativas em meados de 90 que deram em nada, quer dizer, giraram a economia, mas não atingiram o resultado pretendido. De uns 10 anos pra cá está rolando uma conversão automática de código COBOL pra Java, a própria IBM e no momento a Kyndryl tem projetos e oferece mão de obra e serviços para essa demanda, mas, na real, não funciona satisfatoriamente. A Cielo chegou a comprar um adquirente americano que rodava fora do ambiente mainframe pra incorporar a tecnologia, mas não deu certo.

Tentativas de Migração e Limitações

O que vai acabar com o mainframe não são as novas tecnologias, longe disso, até porque a maioria das tecnologias disruptivas que vemos atualmente nada mais são que usos de ideias e conceitos que já existem nos mainframes há décadas, mas isso é discussão acalorada e pra outra ocasião.

Atualmente, no setor bancário/cartão só existe 1 pilar que ainda sustenta o mainframe vivo, o legado!

De um sistema aqui, outro ali, vão migrando, convertendo, desligando algumas siglas, criando um novo sistema em baixa plataforma pra prover a mesma solução, movimento esse que nunca entendi creio que é mais seguir a onda, não ficar para trás porque tem gente fazendo assim preciso fazer também. Igual tantas outras modas como as metodologias ágeis ou ainda tentar aplicar testes de completude ou automatizados, que sequer fazem sentido pro COBOL.

Voltando ao legado, dependendo da aplicação, não dá pra reescrever, seja automaticamente ou não, não há pessoas que embarquem na ideia, o risco é inaceitável.

O Futuro dos Mainframes

Daria pros bancos continuarem pro resto da vida trabalhando com mainframes, sério!

O mainframe se adaptou, evoluiu mas demorou muito pra levar isso aos clientes, a IBM errou e errou feio ao não mudar seu modelo de negócio, restringir o acesso a tecnologia ao invés de incentivar como todos os players da computação em nuvem sempre fizeram, enfim agora é tarde, o estrago já foi feito e é irreparável.

O IBM mainframe continua evoluindo, o hardware está no limiar da tecnologia atual, os compiladores estão mais robustos e otimizados, os gerenciadores de transações, seja ela o tupiniquim GRI do Itaú Unibanco e do Banco do Brasil CICS continua uma obra de arte o IMS idem, seu banco de dados, o DB2 nem se fala e o Z/Os, seu sistema operacional é um espetáculo à parte!

O que decretará o fim da computação centralizada em hardwares Z da IBM será a migração de saldos, mas isso vai demorar um bocado, se é que acontecerá de verdade. Ainda não vi movimentação grande de nenhum banco nesse sentido (banco aqui leia-se, Santander Brasil, CAIXA, Banco Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil).

Longa vida ao mainframe!

Escrito e revisto meia boca, porque to na hora do almoço!

Foto com a tela de shutdown do mainframe da Petrobras
Figura 1: Desligando pra sempre o mainframe da Petrobras