Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador vida adulta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida adulta. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2026

A última vez que te vi, parte 1....

Tava de boa tranquilão, quase em modo Covid, tava nao, tô. Saindo pra quase nada, encontrando cada vez menos os amigos, falta de almoçar com o pessoal do trampo e falar umas abobrinhas... trabalho remoto é bom, mas tem seus contras.

mas voltando ao que interessa, que é a ultima vez que te vi, no caso foi num aniversário do Julio, na chacara lá em jaguariuna que pelo que ta parecendo vai virar padrao de local, a festa junina já é um padrao há tempos. Eu fui no aniversário do individuo em questão, tava uma chuva daquelas a hora que cheguei, hora marcada e ainda dei uma atrasada de uns 10 minutos, mas no role nao tinha ninguem, apavorei, liguei pra Ju voltar pra me pegar , fomos pra casa e nao consegui voltar, muito louco isso, a Ju insistiu mais de uma vez pra eu ir, mas seila nao consegui mesmo, doido é phoda, nao da pra entender.

Mas enfim, foi na padaria ali do lado de casa, comprando pão pro café da manhã... conversa rapida nem 3 minutos, só parabenizando pela gravidez, desculpando por nao ter ido no convescote de aniversario, mesmo ele tendo me visto por lá e indo embora antes de todo mundo.

Ontem recebi um sinal de fumaça, resumi como to indo nos ultimos tempos, segue.

Opa, tudo normal, vida em modo cruzeiro, deixa eu fazer um resumo.

Petrobras sem novidades, teve greve mas eu tava em férias, nem deu pra aderir ao movimento... continuo de home office integral, de vez em quando aparece uns boatos que vão suspender mas como diz a minha psicóloga não tem nada que eu possa fazer, então quando terminar de verdade me preocupo com o que fazer.

Fazendo uma pós em engenharia de confiabilidade que é o trampo que faço lá na Petrobras pra ver se ânimo um pouquinho, seila se o lance de ser engenheiro é pra mim.

Crianças bem, aulas começam amanhã, Vinny indo pro nono ano, Helena pro quarto.

Velhos ficando velhos, saúde degradando, mas ainda são 'novos', setentinha, tão com mobilidade, lúcidos, com dinheiro e se tudo continuar na rota devem seguir mais uns 10-15 anos entre nós.

Fiquei contente esses tempos que consegui achar minha escova de dentes que tinham parado de fabricar.

Ju trabalhando numa fábrica de remédio pra hospital lá de Minas, ficando em sampa 2-3 dias por semana e indo pra BH uma vez por mês.

Fiquei com o dedo coçando pra fazer outra faculdade, só porque o Sisu desse ano tava valendo o Enem de 23, 24 e 25 e eu fiz o de 24 só por fazer e acabei indo bem melhor do que eu imaginava e daria pra fazer bastante coisa, mas quando fui ver aqui na redondeza não tinha nada que me apeteceu.

Saúde tô bem, terminou o tratamento da embolia, fiz os exames, pulmão ficou bom, quase sem sequelas.  

A visão tá estável, sem pioras há alguns anos, limitação mesmo poucas que percebi mesmo acho que não faz nem um ano quando fui soldar um fio e não rolou, fiquei malzao da cabeça, encucado, mas foi mais o lance de impotência, inoperância, tipo uma habilidade que não existe mais, e um negócio simples, manual puro, mas não deu...muito doido, estranho, sentimento ruim, mas passou, assimilei e vida que segue, mas fiquei bolado um bom tempo.

Processos judiciais tá rolando 2, um do Banco do Brasil que caiu do céu de uma ação do sindicato lá dos idos de 2010 e deve entrar uns 60 mil cruzeiros na conta corrente ainda esse ano. E um outro do banco original que vai demorar uns 10 anos, deu certo na primeira e segunda instância mas o negócio demora e tá indo pra Brasília, esse ai em dinheiro de hoje deve dar uns 1.5 milhão na conta.

Compramos uma impressora 3D no aniversário do Vinny do ano passado mas não aprendi nem fui atrás, Vinny tá se divertindo e a Helena também, ainda não enjoaram e sempre tao imprimindo alguma tranqueira.

Acho que é isso aí, vou reativar os acessos das minhas redes e dar uma stalkeada pra ver como vocês estão.

Curte aí o Vinicius que o negócio passa rápido demais!

Que esteja tudo bem com vocês, quando for tomar uma e lembrar me dá um toque que tento colar pra contar / escutar umas histórias e dar umas risadas.

Boa semana pra vocês!

sábado, 15 de março de 2025

A última vez que te vi... (introdução)

Reflexão sobre amizades, memórias e encontros da vida adulta

Por esses dias era aniversário de um amigo daqueles de longa data, tipo de mais de 20 anos, daqueles que dificilmente farei no resto da vida, como disse o Julio uma vez, pelo simples fato de nao ter mais tempo habil pra tal. Pô, passei poucas e boas com esse meu amigo, eu nao tenho muita distinção das caixinhas/esferas da vida, ainda mais no quesito amizades, mas uma hora nesse negócio da 'vida adulta' digo que perdi o contato e perdi o contato literalmente, o telefone que eu tinha pra mandar uma classica saudação de aniversário nem WhatsApp tinha... tenho amigos com diversos DDDs esse era 061.

Falando em DDD, me remeteu a uma grande inabilidade que tenho na vida, a de falar ao telefone, hoje em dia ela passa despercebido, afinal, quase ninguem mais usa voz sincrona no 'one o one' mas eu nao conseguia nem ligar na pizzaria.

Propaganda DDD Embratel
Figura 1: Garotos propaganda do DDD da Embratel

Ja usei orelhao, bem pouco, bem pouco mesmo, de ficha cinza da Telesp, de ficha 'metalica' de DDD nao tenho memória, cartao telefonico usei tambeḿ, mas mesmo esquema da ficha, quase nada... ligar pra operadora e ela fazer a ligacao tambem, já usei cabine de telefone, pager e fax ja tive que usar os 2 mas nunca tive e nos dias atuais, muito raramente uso celular para ligação de voz, exceções pra falar com a Ju, minha mae e meu pai, sobre esses itens de museu faz uma boa década que isso tudo nem faz mais sentido em existir, acho que só o DDD ainda o faz e o celular.

Voltando... fiquei pensativo com o fato de ter perdido o contato, não que não conseguisse localizar o Fabricio e conversar com ele ou mesmo visita-lo, mas a reflexão foi dura, e se me conheço, o que as vezes não sei ao certo, perdurará por um bom tempo!

No meio de 2019 eu me mudei pra São Paulo pra trabalhar em um emprego novo, eu ia de domingo a noite e voltava na sexta depois do almoço. Fiquei uns dias no meu pai no Ipiranga até arrumar um lugar pra ficar, se eu fosse de carro demorava coisa de umas 3 horas no trajeto ida e volta, de onibus, metro, metro e trem um pouco menos... la na Patriarca sem condição, demoraria umas 4 horas no minimo, como nao suporto tempo perdido sem necessidade me mudei pra pertinho do trampo, depois o trampo mudou e ficou mais perto ainda, de algumas estações de trem pra ir a pé em 20 minutos.

Bom, como não lido bem em ficar sozinho e estava em sampa só pra trabalhar, sem amigos, sem familia, sem vicios, sem hobbies e com tempo sobrando eu tava fadado a ter uma nova crise de depressão. Então maquinei um projeto um tanto quanto mirabolante para minha pessoa, mas que seria exequivel e me proporcionaria momentos prazeirosos durante minha estada pela selva de pedras.  Tem muita coisa na vida que não gosto e não vem ao caso pensar nisso agora, mas tem algumas coisas que gosto e estar com meus amigos falando abobrinha eu gosto. Isso posto, como diria o Rodrigo advogado, lá fui eu colocar o plano em pratica, encontrar meus amigos de São Paulo!

Devo ter encontrado, pensando agora nisso, uns 3! Lembro aqui de comer uma pizza com o Marcão e de ter ido na casa do Takaoka com o Guilherme numa chuva daquelas que alaga sao paulo. O projeto deu com os burros n' água logo no começo, o trampo acabou exigindo muito mais do que meu preconceito e logo na sequencia começou a pandemia... mal deu tempo de fazer amigos novos no serviço.

A pandemia afetou as pessoas de maneiras diversas eu perdi um dos negócios/atividades que eu sempre fiz, gostava mas não me dava conta, que era o almoço com a galera do trampo, galera pode ser de 1 a equipe toda.

Quando eu estava em Campinas essa parte não existia, na verdade nem teria como, eu nao almoçava! Aflorou em Brasilia e logo quando aterrisei por lá, no curso de formação pra aprender a dominar dinossauros a turma toda almoçava junto, coisa linda de ver, um ou outro que se desgarrava pra resolver alguma coisa mas era uma beleza, com o tempo surgiram alguns grupos de maior afinidade, penso ser normal esse tipo de comportamento e ser inerente a condição de humanos... mas mesmo depois do curso continuamos almoçando juntos, se bem que foi mais por acaso que por escolha, afinal a maioria foi trabalhar junto, mas tinha sempre aquele almoço diferente de vez em quando; tinha a churrascaria da vila planalto, a pizza hut do pier 21, o embaixo da arvore, o gauchinho que acabava indo quase sempre eu, o Michel e mais algum perdido e tinha os achados do Taide que era sempre um mistério envolto de aventura, afirmações infladas, era sempre o melhor de Brasilia, mas quase sempre era furada na certa, mas eu me divertia, me sentia bem com meus amigos, a comida era coadjuvante.

Pausei aqui e fui atras dum video que eu gravei muito, muito tempo atrás, acho que nem iphone existia ainda... e nao é que achei?!


Video1 : Indo almoçar com o Taide e o Michel

O Marcelo a Ju encontrou com ele em Salvador ano passado, puta cara gente fina, saudades deles, bem ao encontro desse texto aqui.

Retomando, o pensamento vai looooonge mas ele consegue retornar ao assunto, eu sozinho é mais dificil, mas deu pra reler o que ja escrevi e vamos lá. Eu fiquei alguma madrugada dessas de insonia pensando bastante nos amigos que perdi ao longo da jornada, nao que perdi de ter virado estrelinha esses até o momento foram poucos, falo dos outros todos, nao apenas os que mudaram de CEP (igual naquela musica do Rashid, se o mundo acabar) mas tambem aqueles que lutamos juntos e nao vencemos ninguem (outra musica, a noite dorme la fora dos Inocentes), enfim, os que eu ainda posso ver, não os que só consigo encontrar nos meus sonhos.

Puxei pela memoria, nossa, esse faz tempo que nao tenho noticias, nao consegui lembrar a ultima vez que o vi, forcei a mente pra tentar lembrar entao a primeira vez, tambem nada, a voz ? nao, sem registro de frases ou bordoes... a imagem ?... essa é mais complicada ainda nao consigo visualizar nada, tipo aquelas nuvens de desenho animado que mostra o que esta pensando, aqui é sempre vazia, sem imagens, sei o que é um elefante, me vem um monte de memoria e informações sobre mas nao consigo visualizar., voltando ao meu amigo, esse que se precisar fazer um retrato falado eu nao consigo, mas que lembrei de quando dormi na casa dele depois de uma bebedeira da faculdade, de quando viajamos pra Bauru, do golzinho preto que era top de linha e ele se gabava do possante, que ele adora pipoca, é da turma do pedal (de vicio mesmo), que sempre trabalhou fazendo caixinha pra produtos, que curte um pedal, enfim, até que lembrei de bastante coisa, nao consegui lembrar o nome das filhas, acho que sao duas (será?, nao tenho certeza), já as vi ?!?!? lembrei de uma que vi bebe quando visitei eles em sampa uns pô, seila 15 anos atrás ? e assim se sucedeu com cada um dos que foram aparecendo em meus pensamentos, amigo aqui é menino ou menina, mas vou escrever sempre amigo. Enfim eu consegui lembrar de um apanhado de coisas, outras tentei e nao voltou nada, mas o que ficou é sentir que passei momentos agradaveis com ele e pra mim é um baita amigo. Mesmo que eu não o veja há um bom tempo!

Eu ja tinha despertado esse lance de por onde anda quando lembrei do vestibular e da matricula aqui na Unicamp e lá na USP, quer dizer a matricula na USP eu só tenho flashs, mas enfim, eu tentei achar o Vinicius e a Camila, o primeiro nem sinal de fumaça e olha que o cara tem um sobrenome bem incomum e seria facil encontrar mas nao achei foi é nada, nada e como nao tem amigo em comum, esse é um que além de não ver nunca mais eu sequer terei noticias. A Camila por sua vez respondeu o contato mas ainda nao retomei um dialogo, tipo vida de adulto é uma boa desculpa, sem falar que a mina é tipo presidente de alguma firma gringa la nos States e deve ter menos tempo que... seila quem que tem muito pouco tempo pra conversar, talvez alguem que trabalhe muito, que acho ser o caso.

Preciso ensair.

Terminando que tenho mais o que fazer, outro dia termino... (agora eram meio dia de um sabado)